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Chefe julgado por agressão a mulher é demitido da PSP

Chefe da PSP demitido após processo por violência doméstica; demissão entra em vigor nos primeiros dias do próximo mês, enquanto o caso segue em Leiria

Ricardo Correia está a ser julgado no tribunal de Leiria, por 14 crimes de violência doméstica
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  • O chefe da PSP, Ricardo Correia, foi demitido da força, após já ter estado à frente de um núcleo de combate à violência doméstica em Lisboa.
  • O despacho de pena disciplinar, publicado no Diário da República, resulta da acusação de 14 crimes que incluem violência doméstica, coação, devassa da vida privada, ameaça agravada e agressões contra a ex-mulher e os sogros, e o processo está a decorrer no tribunal de Leiria.
  • Correia permanece em prisão domiciliária desde a sua detenção por colegas, em março de 2025, e já tinha cumprido uma pena disciplinar de três dias de multa.
  • A demissão foi assinada a 27 de março deste ano pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves, com aplicação efetiva nos primeiros dias do mês seguinte.
  • No tribunal de Leiria, testemunhas da ex-mulher do arguido relataram insultos e coação psicológica, enquanto a terapeuta da vítima indicou sinais de pânico e ansiedade desde março de 2025.

O chefe da PSP Ricardo Correia foi demitido, após estar na imprensa por liderar um núcleo de combate à violência doméstica no Comando Metropolitano de Lisboa. O despacho disciplinar foi publicado no Diário da República e resulta da acusação que o envolve. Correia está a ser julgado no tribunal de Leiria por 14 crimes, incluindo violência doméstica, coação e agressões contra a ex-mulher e os sogros.

Correia encontra-se em prisão domiciliária desde a detenção, em março de 2025, após ter cumprido uma pena disciplinar de três dias de multa. A demissão foi assinada pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves, a 27 de março, com aplicação efetiva nos primeiros dias de abril.

No tribunal de Leiria decorreu, nesta terça-feira, mais uma sessão com novos testemunhos. Uma amiga da ex-mulher e a terapeuta da vítima depuseram sobre o ambiente de ameaças e coação, assim como sobre o impacto psicológico da situação. A terapeuta relatou sinais de pânico, ansiedade e um estado de hipervigilância que persiste.

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