- O Congresso americano quer ouvir Nadia Marcinko, ex-namorada de Jeffrey Epstein, no âmbito de investigações aos ficheiros libertados pelo Departamento de Justiça.
- Marcinko visitou Epstein pelo menos 67 vezes durante a primeira prisão do pedófilo e foi apontada como potencial cúmplice num acordo de imunidade de 2008.
- Além dela, Sarah Kellen e Lesley Groff também deverão ser interpeladas, e Adriana Ross pode ser ouvida pela comissão.
- Marcinko, que foi companheira de Epstein durante sete anos, nunca foi acusada de crime, mas algumas vítimas alegam que participou nos abusos.
- Uma investigação da BBC revelou ligações próximas entre Epstein e Marcinko, incluindo relatos de recrutamento de mulheres e evidências de uma relação próxima, embora ela afirme ter sido vítima.
Nadia Marcinko, antiga namorada de Jeffrey Epstein, surge novamente nos holofotes ao grupo de autoria de uma comissão do Congresso dos EUA. A ideia é ouvir a ex-modelo eslovaca, que visitou Epstein pelo menos 67 vezes, durante o período em que o pedófilo esteve preso pela primeira condenação. O objetivo é esclarecer o papel de várias mulheres ligadas a Epstein.
Marcinko, que teve sete anos como parceira de Epstein e foi identificada como uma das cúmplices potenciais, ficou conhecida por atuar como copiloto no avião particular do condenado, apelidado de Lolita Express. Ela não chegou a ser formalmente acusada de crime, mas o acordo de 2008 garantiu imunidade a ela e a outras ajudantes.
A investigação em curso analisa dados de ficheiros do Departamento de Justiça, após uma investigação da BBC que consultou pessoas próximas a Marcinko e analisou milhares de e-mails. Segundo a BBC, Epstein e Marcinko tinham uma relação próxima e pretendiam, segundo alguns registos, formar uma família.
Advogados de Marcinko afirmam que a ex-modelo é vítima de Epstein. No entanto, relatos de jovens abusadas na casa de Epstein em Palm Beach, quando menores, indicam que Marcinko pode ter participado dos crimes. A defesa sustenta que as acusações contra ela não foram apresentadas.
O caso envolve ainda outras assistentes de Epstein, chamadas a depor, entre as quais Sarah Kellen e Lesley Groff, que já enfrentam interrogatórios. Adriana Ross também pode ser ouvida, conforme solicitado por uma congressista, mantendo o foco nos conteúdos libertados pelo DOJ.
No seio da controvérsia, Marcinko afirmou em entrevista aos investigadores que Epstein a agredia fisicamente, incluindo tentativas de estrangulamento e empurrões. A entrevistada não respondeu ao pedido de comentário feito pela BBC. Desde 2019, data da morte de Epstein, Marcinko afastou-se da vida pública.
Marcinko nasceu na Eslováquia, em contexto de riqueza familiar. Contou que conheceu Epstein em Nova Iorque, em 2003, aos 18 anos, numa festa de aniversário de Jean-Luc Brunel, ligado ao mundo da moda. Segundo o relato, Brunel facilitou-lhe o visto para permanecer nos EUA e a apresentou à agência Karin Models.
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