- A inspetora-chefe da Polícia Judiciária que coordenou a investigação afirmou no Tribunal de Sintra que não houve facto de Odair Moniz ter empunhado uma faca no momento do tiro.
- A conclusão baseia-se na análise de videovigilância, vestígios recolhidos no local e periciais, e a arma branca não apresentava vestígios biológicos da vítima.
- Nas imagens não se vê, em momento algum, a utilização de arma branca; a inspetora sublinhou que o punhal encontrado não demonstrava ligação à vítima.
- Os dois agentes da PSP envolvidos na abordagem teriam dificuldades em imobilizar Moniz, que resistiu e agrediu-os; a testemunha não sabe se o agente Bruno Pinto sentiu que a sua vida estava em risco.
- Bruno Pinto está acusado de homicídio pelo Ministério Público; o arguido responde em liberdade e as alegações finais estão marcadas para esta segunda-feira no Tribunal de Sintra.
A inspetora-chefe da Polícia Judiciária que coordenou a investigação à morte de Odair Moniz afirmou, no Tribunal de Sintra, que não encontrou indícios de que a vítima tivesse empunhado uma arma no momento do tiroteio com um agente da PSP, em outubro de 2024, na Cova da Moura. As declarações surgem após análise de videovigilância, vestígios recolhidos no local e os periciais efetuados.
Segundo a responsável, o punhal recolhido não apresentava vestígios biológicos de Odair Moniz, o que, na sua leitura, afasta a possibilidade de a arma ter sido manuseada pela vítima. Ao longo da investigação, as imagens não mostrariam a existência de uma arma branca em poder da vítima.
A testemunha acrescentou que os dois agentes da PSP envolvidos na detenção mostraram dificuldades em imobilizar a vítima, que resistiu e chegou a agredir os agentes. A inspetora destacou que o cenário gerou receio entre os polícias, sem confirmar se houve perceção de risco à vida por parte do agente.
Acusações e contexto processual
Bruno Pinto, agente da PSP, está acusado pelo Ministério Público de homicídio. A acusação sustenta que o uso da arma de fogo foi desproporcionado e injustificado. O arguido responde ao processo em liberdade, com as alegações finais marcadas para esta segunda-feira no Tribunal de Sintra.
A investigação destacou que o episódio ocorreu no mês de outubro de 2024, no bairro da Cova da Moura, envolvendo dois agentes da PSP. O Tribunal de Sintra continua a ouvir testemunhos e perícias relevantes para o veredicto.
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