- Mulher de 59 anos foi detida em Viana do Castelo por tráfico de pessoas para exploração laboral de pelo menos seis trabalhadoras oriundas de África e da América do Sul.
- A Polícia Judiciária (PJ) aponta continuidade da atividade criminosa desde pelo menos 2021, angariando e alojando as vítimas em situação vulnerável e irregular, com promessas de condições de trabalho que não se verificaram.
- Além do tráfico de pessoas, a investigação abrange auxílio à imigração ilegal, utilização de cidadão estrangeiro em situação ilegal e falsificação de documentos; já foram identificadas seis vítimas.
- A detida era gerente de empresas que prestam serviços de geriatria e acompanhamento de idosos; nas buscas, a PJ apreendeu documentação, material informático e uma arma de fogo sem licença.
- O companheiro da suspeita foi detido em flagrante por posse ilegal de arma; a investigação continua para apurar factos adicionais e identificar novas potenciais vítimas.
A Polícia Judiciária deteve uma mulher de 59 anos em Viana do Castelo, no âmbito de uma investigação de tráfico de pessoas para exploração laboral. A suspeita estaria na liderança de uma atividade de recrutamento e alojamento de trabalhadoras estrangeiras em situação vulnerável, desde pelo menos 2021.
Segundo a PJ, as vítimas são pelo menos seis mulheres oriundas de África e da América do Sul. O objetivo era explorar a atividade laboral das profissionais, prometendo condições de trabalho que divergiam das acordadas inicialmente.
Para além do tráfico de pessoas, a investigação abrange crimes de auxílio à imigração ilegal, utilização da atividade de cidadão estrangeiro em situação ilegal e falsificação de documentos. O objetivo é apurar todos os factos e identificar novas potenciais vítimas.
Operação e suspeitos
A detida é gerente de empresas que prestam serviços de geriatria e acompanhamento de idosos. Durante buscas domiciliárias, realizadas na quinta-feira, foram apreendidos documentação e material informático, bem como uma arma de fogo sem licenciação.
O proprietário da arma, parceiro da suspeita, também foi detido em flagrante no âmbito de um processo autónomo por posse ilegal de arma de fogo. A PJ informou que o inquérito mantém-se em curso para esclarecer todos os factos.
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