- A decisão instrutória do caso do ex-deputado do Chega Miguel Arruda ficou conhecida na sexta-feira, às 15h00, confirmou uma fonte próxima do processo.
- Os dois arguidos pediram a abertura de instrução; o tribunal rejeitou o pedido de Arruda e aceitou o da defesa da sua mulher.
- Miguel Arruda está acusado de 21 crimes de furto qualificado (20 consumados e um tentado); a mulher é acusada de um crime de recetação.
- O MP sustenta que Arruda, que viajava semanalmente entre Ponta Delgada e Lisboa, terá desviado em pelo menos oito dias várias malas de diferentes passageiros nos tapetes de recolha de bagagem.
- O conteúdo das malas não foi, na maioria, apurado; apenas duas malas continham roupas, calçado e bolsas de luxo, avaliadas em quase 12 mil euros. Em janeiro de 2025, foram apreendidas seis malas e uma mochila no gabinete de Arruda.
A decisão instrutória no caso do ex-deputado do Chega, Miguel Arruda, fica conhecida na sexta-feira às 15h00, segundo fonte próxima do processo citada pela Lusa. A informação foi adiantada nesta quarta-feira.
Os dois arguidos pediram a abertura de instrução, etapa facultativa que antecede o julgamento e avalia se existem indícios suficientes para levar o caso a julgamento. O tribunal rejeitou o pedido do ex-deputado e manteve a aceitação do da defesa da sua mulher.
Arruda está acusado de 21 crimes de furto qualificado, 20 consumados e um na forma tentada. A mulher é acusada de receptação por ter alegadamente recebido e usado bens que sabia terem sido roubados.
Miguel Arruda, 41 anos, foi eleito pelo Chega em março de 2024 e tornou-se deputado independente em janeiro de 2025, após ter sido constituído arguido. Negou, na altura, a prática dos crimes.
Segundo o Ministério Público, Arruda terá aproveitado viagens semanais entre Ponta Delgada e Lisboa para desviar malas de passageiros nos tapetes de recolha do aeroporto Humberto Delgado, em pelo menos oito dias.
Em outros três dias, terá também percorrido a área de recolha, à procura de malas de terceiros, sem sucesso. O montante das malas não está apurado na totalidade, mas duas delas continham artigos de luxo avaliados em quase 12 mil euros.
Alguns itens terão sido oferecidos pela deputada à mulher e outros colocados à venda na plataforma Vinted, inclusive com a morada da Assembleia da República em Lisboa.
No compartimento de Miguel Arruda no parlamento, a PSP apreendeu, a 27 de janeiro de 2025, seis malas de viagem e uma mochila de origem desconhecida.
Arruda, tal como a mulher, encontra-se em liberdade com termo de identidade e residência. Ele não é deputado na atual legislatura.
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