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Deputado é preso no Rio de Janeiro por desvio de verbas da educação

PF prende deputado Thiago Rangel por desvio de verbas da Educação no Rio; seis acusados já presos e buscas a 23 alvos investigados.

Polícia Federal diz ter chegado a Thiago Rangel através da análise dos telemóveis de outro deputado
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  • Nesta terça-feira, a Polícia Federal prendeu no Rio de Janeiro o deputado Thiago Rangel, do Avante, acusado de comandar desvios na área da Educação do estado.
  • A justiça decretou a prisão de mais seis suspeitos e ordenou buscas e apreensões contra 23 pessoas e empresas ligadas ao esquema.
  • A investigação sustenta que o deputado influenciava a Secretaria da Educação para indicar diretores e facilitar a apropriação indevida de verbas públicas, via obras falsas e aquisição de material didático.
  • Os desvios envolviam financiamento para obras e aquisição de material didático para escolas da região noroeste da cidade; as verbas eram sacadas por cúmplices e recolocadas em contas de uma rede de postos de combustíveis, pertencente ao deputado, misturadas com dinheiro lícito.
  • A PF chegou a Thiago Rangel após analisar telemóveis de Rodrigo Bacelar, ex-presidenta da Alerj preso em Dezembro de 2025 por ligação à organização criminosa Comando Vermelho, que continha mensagens sobre o esquema.

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira no Rio de Janeiro o deputado Thiago Rangel, do Avante, antigo PT do Brasil, acusado de chefiar desvios na área da Educação do estado. Além dele, a Justiça decretou a prisão de mais seis investigados e ordenou buscas a 23 pessoas e empresas suspeitas de participação no esquema.

Segundo a PF, Rangel exercia forte influência sobre a Secretaria da Educação, indicando diretores com o objetivo de facilitar a apropriação indevida de verbas públicas. Os desvios ocorreriam através de obras falsas e da aquisição de materiais didáticos.

A investigação aponta que recursos desviados eram solicitados para aquisições de material didático e para obras emergenciais em unidades da região noroeste da capital. Após a disponibilização, o dinheiro era sacado por cúmplices e devolvido a contas de uma rede de postos de combustíveis, da qual ele é proprietário, misturando-se com recursos lícitos.

A PF conseguiu chegar a Thiago Rangel após analisar telemóveis de Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Alerj, detido em Dezembro de 2025 sob acusação de ligação à organização criminosa Comando Vermelho. Mensagens nesses aparelhos teriam evidenciado o esquema de desvios na Educação.

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