- Mário Ferreira está a ser julgado no Tribunal de S. João Novo, em Lisboa, dispensado de estar presente, por fraude fiscal relacionada com o navio Atlântida, em 2014.
- Segundo a acusação, a Atlântida Shipping Malta, empresa sem trabalhadores gerida por Mário Ferreira, registou despesas do navio em Malta.
- A investigação da Autoridade Tributária e Aduaneira concluiu que a empresa que registou as despesas não tinha trabalhadores e era gerida por Mário Ferreira.
- A acusação sustenta que a empresa foi criada para dissimular despesas do navio Atlântida, consideradas despesas pessoais do empresário.
- A defesa afirma que as despesas são legítimas e que a empresa tinha trabalhadores, embora não estejam ao serviço atualmente; o caso remonta a 2014 e o julgamento continua.
Mário Ferreira está a ser julgado no Tribunal de S. João Novo, em Lisboa, por alegada fraude fiscal relacionada com o navio Atlântida em 2014. A ação envolve a Atlântida Shipping Malta, empresa gerida por ele, que terá registado despesas associadas ao navio em Malta.
Segundo a acusação, a Atlântida Shipping Malta não tinha trabalhadores e foi criada para registar despesas que seriam pessoais de Mário Ferreira. A investigação, conduzida pela Autoridade Tributária e Aduaneira, aponta para ligações entre a empresa registadora e o navio Atlântida.
A audiência decorre no tribunal lisboeta, com Ferreira presente apesar de ficar dispensado de estar fisicamente na sessão. O caso envolve países como Malta e Portugal, com as despesas a serem registadas posteriormente em território nacional.
Acusações
A Procuradoria sustenta que a empresa registadora não tinha trabalhadores e era gerida por Ferreira, servindo de fachada para dissimular despesas vinculadas ao navio. O objetivo alegado seria desvio de verbas para fins pessoais.
A acusação acrescenta que as despesas registadas não correspondem a operações reais da empresa. A investigação descreve indícios de manipulação de documentos para ocultar a natureza das despesas.
Defesa
A defesa afirma que as despesas foram legítimas e que a empresa tinha trabalhadores, embora estes já não estejam ao serviço. Alegam também que não houve benefício pessoal direto para Mário Ferreira e que os lançamentos obedeceram a práticas contáveis permitidas.
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