- A Polícia Judiciária realizou buscas no escritório da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) em Ponta Delgada, nos Açores, na quarta-feira, no âmbito da operação batizada Linha Directa.
- A investigação indica suspeitas de actos ilícitos por funcionários públicos, com a atribuição indevida de prioridade a atendimentos e processos mediante contrapartidas de natureza patrimonial.
- Entre os casos em análise estão vistos de residência por via de vistos Gold, não estando ainda claro se houve aceleração de processos ou atribuição a pessoas que não preenchiam as condições legais.
- Além de corrupção, o inquérito aponta ainda para abuso de poder e recebimento indevido de vantagem, segundo o comunicado da PJ.
- Foram ainda realizadas buscas a três residências, com apreensão de acervo documental, incluindo dados informáticos e correspondência eletrónica; a investigação ainda não tem arguidos.
A Polícia Judiciária realizou buscas esta quarta-feira no escritório da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) em Ponta Delgada, Açores. A operação, batizada Linha Directa, mira suspeitas de corrupção envolvendo funcionários públicos. Motivações apontadas incluem a atribuição de prioridade a atendimentos mediante contrapartidas de natureza patrimonial.
As buscas estenderam-se a três residências, segundo o comunicado da PJ. Foi possível apreender um acervo documental significativo, especialmente dados informáticos e correspondência eletrônica. O inquérito é conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal da comarca dos Açores.
Entre os crimes em investigação estão corrupção, abuso de poder e recebimento indevido de vantagem. Ainda não há arguidos formalmente indicados. A PJ não revelou qual organismo público está visado nem se houve aceleração de vistos ou a atribuição de vistos a estrangeiros que não satisfaziam os requisitos legais.
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