- Ilderlane Ferreira, presa preventivamente, assassinou a ama do filho bebé na Amadora.
- Pediu ao Ministério Público para ser ouvida e requereu a realização de uma perícia psiquiátrica.
- A defesa sustenta que poderá ter sofrido de delírio de ciúmes ou síndrome de Otelo, associada a depressão pós-parto.
- O objetivo é avançar com a tese da inimputabilidade ou da imputabilidade reduzida.
- O requerimento indica que a avaliação psiquiátrica é necessária para determinar a existência de um transtorno delirante.
Ilderlane Ferreira, mulher presa preventivamente, está a tentar justificar o crime cometido em Amadora. Foi acusada da morte brutamente causada à ama do filho bebé, num contexto ainda perigosamente recente para a família.
Após ter solicitado ouvir-se pelo Ministério Público, a arguida abriu caminho para uma intervenção adicional no âmbito da investigação. O objetivo é sustentar uma tese de inimputabilidade ou de imputabilidade reduzida, segundo o que consta nos autos.
O requerimento aponta que a defesa pode sustentar que Ilderlane, à data dos factos, sofria de delírio de ciúmes ou de uma síndrome de Otelo associada a depressão pós-parto. A perícia psiquiátrica visa confirmar ou refutar essas hipóteses.
A defesa defende que uma avaliação especializada é crucial para apurar a influência de fatores psicológicos no comportamento da arguida. O Ministério Público encontra-se a analisar o pedido, sem que haja decisão final até ao momento.
Especialistas explicam que a síndrome de Otelo é um transtorno delirante que envolve crenças infundadas de infidelidade e pode traduzir-se em comportamentos de controlo extremo. O caso está a provocar reacção pública e debate sobre imputabilidade.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes sobre a data prevista para a realização da perícia ou sobre possíveis efeitos processuais dessa medida no andamento do processo. A investigação continua a avançar.
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