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Mordomo de milionário falecido desvia obras de Picasso e Miró

Mordomo de milionário americano falecido é arguido por abuso de confiança e branqueamento de capitais; 278 obras apreendidas em Penalva do Castelo

Obras foram avaliadas por peritos do Museu Nacional Machado de Castro
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  • O mordomo de um cidadão norte-americano falecido em 2024 foi constituído arguido pela Polícia Judiciária de Coimbra por abuso de confiança e branqueamento de capitais.
  • O suspeito, com cerca de 70 anos, é acusado de tentar vender obras da coleção do patrão, incluindo peças de Picasso ou Miró.
  • A apreensão ocorreu numa luxuosa vivenda em Penalva do Castelo, onde foram recolhidas 278 obras avaliadas em milhões de euros.
  • O norte-americano viveu em Espanha até se fixar em Penalva do Castelo, onde trouxe a coleção e manteve o acesso à residência após a morte do empregador.
  • Apesar de não ser herdeiro, o mordomo colocou algumas peças à venda no circuito restrito de obras de arte, gerando suspeitas no mercado.

O mordomo de um cidadão norte-americano falecido em 2024 foi constituído arguido pela Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra por abuso de confiança e branqueamento de capitais. O homem, com cerca de 70 anos, é suspeito de tentar vender peças valiosas da coleção do patrão, incluindo obras de Picasso e Miró. A operação ocorreu após a investigação iniciar-se na sequência de indícios de dissipação.

As autoridades apreenderam, numa luxuosa vivenda em Penalva do Castelo, um total de 278 obras, avaliadas em milhões de euros. A medida visa evitar a dissipação do património e preservar o conjunto artístico enquanto decorre o processo.

De acordo com o Jornal de Notícias, o norte-americano viveu em Espanha antes de se fixesr em Penalva do Castelo, onde trouxe a coleção. Após a morte do empregador, manteve o acesso ao imóvel e às obras, apesar de não ser herdeiro. Algumas peças teriam sido colocadas à venda no circuito restrito de obras de mestres, suscitando dúvidas no mercado.

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