O Tribunal de Braga condenou o hospital de Braga, um cirurgião e uma seguradora a pagar 132 mil euros, aos pais de um homem de 33 anos que morreu quase um mês depois de ter sido operado no hospital. A decisão foi comunicada em 10 de abril, segundo a Lusa.
O paciente foi submetido a uma cirurgia de remoção de todo o cólon e reto, em 19 de julho de 2021. Morreu a 16 de agosto, com a causa indicada no certificado de óbito a sépsis com disfunção multiorgânica. O abcesso identificado não foi drenado.
O que ficou decidido
A sentença absolveu o cirurgião do crime de intervenções sem consentimento. O tribunal considerou que houve má prática médica na gestão do pós-operatório e violação das leges artis, ao não drenarem atempadamente o abcesso. A drenagem percutânea era indicada, aponta o juiz.
A decisão aponta que o atraso na adoção de medidas para controlar a septicemia potenciou o desfecho fatal, mesmo que não seja possível garantir um resultado diferente. Os vencimentos apontam, porém, que, se cumpridas as práticas adequadas, as hipóteses de sobrevivência poderiam ter chegado a cerca de 60%.
Contestação e contexto
O cirurgião negou as acusações, dizendo que a cirurgia tem maior probabilidade de complicações e que o risco aumentava pelas comorbilidades oncológicas. Alegou resistência ao antibiótico e que a drenagem não foi comprovadamente benéfica face à antibioterapia.
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga contestou o pedido de indemnização, defendendo a assistência médica apresentada aos pacientes. A Lusa teve acesso à sentença, que descreve a atuação médica e as consequências do caso.
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