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Sete detidos por exploração laboral em call center na Espanha

Operação em Madrid desmonta exploração laboral em call centers; sete detidos e quarenta e oito trabalhadores submetidos a abusos, incluindo estrangeiros sem documentos

Suspeitos contratavam estrangeiros sem documentos e ofereciam-lhes condições abusivas
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  • Sete pessoas foram detidas por exploração laboral em call centers de Madrid e Fuenlabrada, quatro homens e três mulheres, acusadas de violar repetidamente os direitos dos trabalhadores.
  • A investigação, realizada pela Polícia Nacional com a Inspeção do Trabalho e da Segurança Social de Madrid, iniciou-se após pistas sobre condições de trabalho restritivas em 15 call centers, com 48 trabalhadores afetados.
  • Deste total, 31 eram estrangeiros sem documentos e 16 não estavam registados na Segurança Social.
  • Os trabalhadores enfrentavam jornadas superiores aos limites legais, sem dias de descanso, férias, salários justos ou seguro de saúde em caso de acidentes; o estatuto irregular dificultava a reivindicação de direitos.
  • Havia metas diárias de chamadas, guiões usados para enganar interlocutores, e um sistema de classificação com recompensas/punições humilhantes, incluindo atirar tortas à cara do funcionário em último lugar.

Foram detidos sete indivíduos em Espanha por explorar trabalhadores estrangeiros em call centers de Madrid e Fuenlabrada, segundo a Inspeção do Trabalho e Segurança Social de Madrid, com apoio da Policía Nacional. A operação visou empresas que submeteram os trabalhadores a condições abusivas de trabalho.

A investigação começou após a deteção de call centers que imponham restrições aos direitos laborais. Os empresários, segundo as autoridades, alteravam frequentemente a localização para evitar registo e fiscalização. A operação abrangeu 15 centros, com 48 trabalhadores envolvidos.

Condições de trabalho abusivas

Entre os detidos, quatro homens e três mulheres estão acusados de violar repetidamente direitos laborais. Horas extra sem remuneração, ausência de dias de descanso, salários não justos e falta de seguro de saúde foram identificadas como práticas comuns. Havia trabalho irregular que impedia a reivindicação de direitos.

Os centros utilizavam um guião rígido para forçar metas diárias de chamadas, visando a venda de produtos específicos. Um sistema de classificação diária aplicava recompensas e punições humilhantes, incluindo o lançamento de tortas na cara do último classificado, perante os colegas.

Dados da operação e contexto

Ao todo, 48 trabalhadores estavam submetidos a condições abusivas em 15 call centers. Sessenta e um por cento dos trabalhadores eram estrangeiros sem documentação, e 16 não estavam registados na Segurança Social, segundo as autoridades. A detenção ocorreu de forma coordenada entre as autoridades nacionais e locais.

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