- A Ordem dos Médicos abriu um inquérito à médica Emuna Mia, de Benavente, por alegadamente cobrar verbas indevidas para viabilizar reformas por invalidez, ao cobrar 1000 euros por reforma antecipada.
- Emuna Mia, de 72 anos, tem consultório em Santo Estevão, Benavente, e já foi coordenadora da Unidade de Saúde Familiar.
- O esquema consistia em cobrar 1000 euros em troca de uma reforma antecipada, com a médica a pedir vários exames e a indicar locais onde os pacientes deveriam os realizar.
- Segundo a SIC, dezenas de trabalhadores da Carris aderiram ao esquema; a empresa indicou crescimento continuado e aparentemente anómalo nos processos de reforma por invalidez, tendo apresentado queixa-crime ao Ministério Público.
- A CMTV não conseguiu contactar a médica e a clínica estava encerrada na quinta-feira.
A Ordem dos Médicos abriu um inquérito a uma médica de Benavente, no distrito de Santarém, suspeita de receber verbas indevidas para viabilizar reformas por invalidez. Emuna Mia, de 72 anos, cobrava 1000 euros por passar reformas antecipadas.
A médica tem consultório em Santo Estevão, Benavente, e já desempenhou funções na área da saúde enquanto coordenadora da Unidade de Saúde Familiar. O esquema, segundo as informações, consistia na cobrança de 1000 euros em troca de uma reforma antecipada, com a médica a exigir exames e a indicar locais para os realizar.
Segundo a SIC, dezenas de trabalhadores da Carris aderiram ao esquema. A empresa terá identificado um crescimento contínuo e atípico de processos de reforma por invalidez, levando-a a apresentar uma queixa-crime junto do Ministério Público. A CMTV não conseguiu contactar a médica, e a clínica encontrava-se encerrada na tarde de ontem.
Investigação em curso pela Ordem dos Médicos
A Ordem confirmou o inquérito e indicou que a ação visa esclarecer a atuação da médica, bem como eventuais responsabilidades éticas e legais. O processo decorre no âmbito de procedimentos disciplinares da Ordem, com análise de eventuais irregularidades associadas à prática clínica.
Não há informações oficiais sobre medidas cautelares já tomadas ou sobre possíveis interceptações relacionadas com o caso. As autoridades continuam a recolher elementos relevantes para o processo, incluindo depoimentos de eventuais afetados.
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