- A Polícia Judiciária concluiu uma investigação a uma organização criminosa transnacional ligada a esquemas de CEO Fraud e “invoice fraud” que terá movimentado mais de 3,5 milhões de euros através de contas de passagem utilizadas para dissimular fundos ilícitos.
- Pelo menos 17 vítimas sofreram um prejuízo de 1,4 milhões de euros, com o grupo a criar sociedades fictícias e contas para receção, fracionamento e dispersão de dinheiro proveniente de burlas informáticas.
- O inquérito, já remetido ao Ministério Público, permitiu desmantelar o grupo em abril de 2025, com nove mandados de detenção e 12 buscas domiciliárias em várias regiões de Portugal; nove suspeitos, todos de nacionalidade brasileira, encontram-se em prisão preventiva.
- A organização utilizava o sistema bancário nacional para o branqueamento, alicerçado na criação de várias sociedades geridas por identidades falsas e contas tituladas pelas mesmas, funcionando como um serviço “chave na mão”.
- Foram congelados e apreendidos cerca de 418 mil euros associados à atividade criminosa; a investigação envolve cooperação judiciária internacional, nomeadamente com autoridades brasileiras e europeias.
A Polícia Judiciária (PJ) terminou a investigação a uma organização criminosa transnacional ligada a CEO Fraud e a fraudes com faturas. A operação apurou que o grupo movimentou mais de 3,5 milhões de euros através de contas usadas para ocultar fundos ilícitos. Houve 17 vítimas identificadas, com prejuízos de 1,4 milhões de euros.
O inquérito, dirigido pela Diretoria do Norte, permitiu desmantelar o grupo em abril de 2025. A estrutura criava sociedades fictícias e utilizava contas de passagem para receção, fracionamento e dispersão das verbas obtidas por burla informática.
Nove mandados de detenção e 12 buscas domiciliares decorreram no Porto, Maia, Vila Nova de Gaia, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Cacém e Amadora. Detidos estavam nove suspeitos, todos de nacionalidade brasileira, e encontram-se em prisão preventiva.
Detenção e desmantelamento
A PJ indica que o grupo operava com uma hierarquia antiga no estrangeiro, contando com logística, financiamento e execução. Alguns elementos deslocavam-se a Portugal para a prática dos crimes, funcionando como um serviço “chave na mão”.
Foram identificados 17 lesados, com prejuízos de 1,4 milhões de euros. Não é excluída a possibilidade de novas vítimas. Em medidas patrimoniais, foram congelados e apreendidos cerca de 418 mil euros ligados à atividade criminosa.
A organização utilizava o sistema bancário nacional para o branqueamento, apoiada pela criação de várias sociedades geridas com identidades falsas. A investigação pondera a cooperação judiciária internacional com Brasil e outros países europeus.
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