- Jasveen Sangha foi condenada a 15 anos de prisão em Los Angeles por ter vendido cetamina que levou à morte de Matthew Perry em 2023; é a terceira condenada de cinco pessoas que se declararam culpadas no caso.
- Sangha é descrita como a “Rainha da Cetamina”, tendo operado um tráfico direcionado a clientes de alto nível; o acordo include o reconhecimento de ter provocado a morte.
- Os procuradores pediram a condenação a 15 anos; a defesa alega que o tempo já cumprido na prisão desde agosto de 2024 é suficiente e aponta erro nas contas federais, destacando a inexistência de antecedentes criminais.
- Perry foi encontrado morto num jacuzzi da sua casa, em Los Angeles; a principal causa da morte foi a cetamina, usada para depressão sob prescrição médica.
- Outros envolvidos: Salvador Plasencia foi condenado a dois anos e meio de prisão; outro médico recebeu oito meses de prisão domiciliária; Sangha vendeu a Perry 25 frascos de cetamina, incluindo a dose fatal, por seis mil dólares quatro dias antes do falecimento.
A condenação de Jasveen Sangha, conhecida como a “Rainha da Cetamina”, foi anunciada nesta quarta-feira. A mulher de 42 anos foi considerada culpada de facilitar a morte do ator Matthew Perry, em 2023, em Los Angeles. Sangha é a terceira entre cinco cúmplices a ser condenada após admitir culpa.
Sangha reconheceu ter causado a morte de Perry ao fornecer cetamina em 25 frascos, incluindo a dose fatal, por cerca de 6 mil dólares em dinheiro. A decisão ocorre num caso que envolve o tráfico de estupefacientes e uso da casa de Sangha para distribuição.
A acusação pediu uma pena de 15 anos de prisão, com base no acordo de culpabilidade que admite participação no homicídio. O tribunal, em Los Angeles, deverá fixar a sentença definitiva nas próximas semanas.
Matthew Perry foi encontrado morto no jacuzzi da sua casa, em Los Angeles, em 2023. A causa principal foi a cetamina, droga administrada num contexto de dependência prolongada. Perry utilizava o fármaco como tratamento para depressão sob supervisão médica.
O caso envolve ainda dois médicos: Salvador Plasencia, que admitiu ter vendido cetamina ao ator, recebendo prisão de dois anos e meio. Outro médico, que forneceu medicamentos ao médico de Perry, cumpriu oito meses de prisão domiciliária.
Em setembro, Sangha já tinha admitido culpa por distribuir cetamina na sua casa, incluindo as quantias que resultaram na morte. Os procuradores afirmam que, apesar da admissão de culpa, a atividade de tráfico continuou a ocorrer, o que é apontado como indicativo de falta de remorsos.
A defesa sustenta que o tempo de Sangha na prisão desde agosto de 2024 deve ser considerado na pena, e que o montante utilizado nos cálculos da acusação é incorreto. Os advogados também destacam antecedentes criminais inexistentes e comportamento exemplar durante o cumprimento da pena.
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