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Cinco vão julgamento na Suécia por tentativa de homicídio de dissidente iraniano

Cinco adolescentes vão a tribunal na Suécia por tentativa de homicídio de dissidente iraniano, em caso ligado a recrutamento por crime organizado

ARQUIVO: Uma manifestante iraniana segura uma fita iraniana enquanto se manifesta em frente ao parlamento em Londres, quarta-feira, 4 de março de 2026.
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  • Cinco adolescentes vão a julgamento na Suécia, na quarta-feira, pela alegada tentativa de homicídio de Arvin Khoshnood, dissidente iraniano, em Malmö.
  • A acusação sustenta que um dos jovens tocou a campainha da casa de Khoshnood em 2 de setembro do ano passado, armado com uma faca.
  • O adolescente foi recrutado via aplicações de mensagens encriptadas, com promessas de pagamento para matar Khoshnood; três arguidos forneceram instruções, a faca e os termos do “contrato”.
  • Três dos cinco são acusados de tentativa de homicídio, enquanto os restantes enfrentam acusações de cumplicidade; o caso enquadra-se no conceito de “crime como serviço”.
  • Khoshnood, apoiante de Reza Pahlavi, afirmou que o ataque terá sido organizado pelo Foxtrot, alegadamente ligado ao governo iraniano; as autoridades suecas associam o Irão a recrutamento de criminosos contra dissidentes, o que Teerão nega.

Cinco adolescentes vão a tribunal na Suécia na quarta-feira, sob acusação de tentativa de homicídio contra o dissidente iraniano Arvin Khoshnood, no sul do país. O caso envolve alegações de recrutamento para violenta execução mediante pagamento.

Segundo o Ministério Público, um dos jovens, então com 16 anos, tocou a campainha da residência de Khoshnood, em Malmö, a 2 de setembro do ano passado, munido de uma faca. A vítima encontrava-se na casa, mas não foi atingida, e chamou a polícia de imediato.

Os promotores dizem que o réu foi recrutado através de aplicações de mensagens encriptadas pelos restantes arguidos, com promessa de pagamento para matar Khoshnood. Três dos acusados e uma quarta pessoa — apontada como o cérebro — teriam fornecido instruções, a faca e negociado o contrato.

O procurador Per-Erik Rinsell descreveu o caso como crime como serviço, em que jovens aceitam tarefas de redes criminosas para cometer crimes na Suécia. Khoshnood, apoiante do príncipe herdeiro Reza Pahlavi, afirmou aos media suecos que acredita que o ataque terá sido organizado pelo Foxtrot, bando criminoso com ligações ao Irão, segundo ele.

O Sapo, serviço de segurança sueco, já indicou que o Irão intensificou a perseguição a dissidentes desde o início da guerra, acusando Teerão de recrutar grupos criminosos para atos de violência em território sueco. O Irão rejeita as acusações. Khoshnood é figura pública na cobertura do Irão e, nas redes, apoia Pahlavi, que vive exilado fora do país.

Vários arguidos enfrentam também acusação de uma tentativa de homicídio em Uddevalla, ocorrida uma semana depois do suposto atentado contra Khoshnood. Ainda não está claro se o alvo era um dissidente iraniano.

Detalhes do caso

  • Ações reportadas: tentativa de homicídio envolvendo adolescentes.
  • Envolvidos: cinco arguidos; um quarto é considerado o cérebro do esquema.
  • Local: Malmö, Suécia, com menção adicional a Uddevalla.
  • Justificativa alegada: recrutamento por redes encriptadas e pagamento acordado.

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