- André Ventura, líder do Chega, critica as buscas na Câmara de Albufeira ligadas a declarações de Rui Cristina sobre a etnia cigana.
- As buscas decorrem após declarações do autarca na Assembleia Municipal de Albufeira, em que afirmou não gastar dinheiro com a etnia cigana.
- Ventura diz que Rui Cristina pode ser criticado, mas não pode ser judicializado, contestando a decisão do Ministério Público.
- O líder do Chega sustenta que as declarações são públicas no YouTube e que, para ele, a democracia não é respeitada quando uma afirmação vira crime de ódio.
- Afirmou que o país caminha para mais conflito e acusou a polícia de perseguir quem está à direita.
O líder do Chega, André Ventura, reagiu nesta quarta-feira às buscas realizadas na Câmara Municipal de Albufeira, efetuadas no âmbito de declarações do autarca Rui Cristina sobre a etnia cigana numa assembleia municipal. As buscas foram determinadas pelo Ministério Público e visaram a autarquia algarvia.
Ventura defende que Rui Cristina pode ser criticado, mas não pode ser judicializado, e questiona a decisão do MP quanto às buscas. Segundo o líder do Chega, as declarações do autarca são públicas e estão disponíveis no YouTube, pelo que, na sua leitura, não devem ser criminalizadas. O político sustenta que a democracia fica comprometida quando uma declaração passa a configurar crime de ódio.
O dirigente adverte para um possível agravamento de tensões, afirmando que o Chega não concorda com a ideia de que a opinião possa dar origem a prisões. Acrescenta que parece haver uma pressão policial que mira indivíduos à direita.
Contexto
Na Assembleia Municipal de Albufeira, realizada a 26 de novembro do ano passado, Rui Cristina afirmou que não iria gastar dinheiro com a etnia cigana, ao mesmo tempo que referiu haver necessidades de habitação entre os moradores da vila. A posição gerou controvérsia e abriu caminho para as buscas na autarquia, que motivaram a intervenção do MP.
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