- Dez dos onze arguidos detidos pela Polícia Judiciária ficaram em prisão preventiva, incluindo um ex-bancário, numa alegada rede internacional que terá usado bancos nacionais para lavar dinheiro obtido através de burlas a empresas estrangeiras.
- Os arguidos estão indiciados de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada, falsidade informática, falsificação de documentos e, no caso do ex-bancário, corrupção passiva no setor privado.
- Dentre os detidos, uma arguid a ficou com obrigação de apresentações bissemanais, proibição de saída do país, entrega do passaporte e suspensão de contactos com outros arguidos e testemunhas.
- A investigação sustenta que o grupo opera desde 2023 usando identidades falsas para abrir e usar contas bancárias nacionais, para circulação de fundos de crimes com recurso a meios informáticos, com o contributo do ex-bancário para ampliar limites de movimentação online.
- O prejuízo às sete sociedades estrangeiras soma 1.799.395,59 euros, através do esquema CEO Fraud com manipulação de IBAN; nas buscas foram apreendidos documentos, equipamento informático, relógios, joalharia, artigos de luxo, duas viaturas e mais de 200 mil euros.
Dez dos 11 arguidos detidos pela Polícia Judiciária ficaram em prisão preventiva. A investigação envolve uma rede internacional que terá usado bancos nacionais para lavar dinheiro obtido através de burlas a empresas estrangeiras.
A Procuradoria-Geral da República Regional do Porto (PGRP) indica que a Diretoria do Norte da PJ apresentou 11 arguidos a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação, incluindo um ex-bancário.
Os arguidos são oito mulheres e três homens. Estão indiciados de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada, falsidade informática, falsificação de documentos e, no caso do ex-bancário, corrupção passiva no setor privado.
Investigaçao em curso
10 detidos ficaram em prisão preventiva; uma arguidia teve obrigação de apresentações bissemanais, proibição de saída do país com entrega de passaporte e proibição de contacto com outros arguidos e testemunhas.
A PGRP sustenta que os arguidos integram uma organização criminosa de cariz internacional, desde 2023, que utiliza identidades falsas para abrir e usar contas bancárias nacionais e movimentar fundos obtidos com crimes contra empresas, recorrendo a meios informáticos.
Nessa atividade, o grupo contou com a atuação do arguido ex-bancário, que, segundo a nota, abusou das funções para ampliar os limites de movimentação online das contas criadas, facilitando transferências de elevados montantes.
A investigação aponta que o esquema causou um prejuízo global de 1.799.395,59 euros a sete sociedades estrangeiras, desviados para as contas do grupo por meio do CEO Fraud, com manipulação de IBAN e interferência nas comunicações eletrónicas.
No âmbito das buscas anteriores às detenções foram apreendidos vasta documentação e equipamento informático relacionados com os crimes, bem como relógios, joalharia, peças de vestuário de marcas de luxo, duas viaturas e mais de 200 mil euros em dinheiro.
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