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PJ abriu quase 1400 inquéritos por extorsão sexual; maioria das vítimas são homens

PJ abriu quase 1.400 inquéritos por extorsão sexual nos últimos dois anos; as vítimas são, em maioria, homens, incluindo menores

Um hacker pode conseguir aceder a câmaras, microfones ou registadores de teclas para recolher material de natureza íntima ou sexual
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  • A Polícia Judiciária abriu quase 1.400 inquéritos por extorsão sexual nos últimos dois anos.
  • A maioria das vítimas são homens, com casos também entre menores de idade.
  • A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima registou aumento de casos, com campanhas de sensibilização e orientação para denunciar.
  • Os criminosos exigem dinheiro ou favores sob a ameaça de divulgar material íntimo, aproveitando partilha de conteúdos ou vulnerabilidades em dispositivos.
  • As técnicas incluem pirataria para aceder a câmaras, microfones ou registadores de teclas; há maior divulgação de campanhas de prevenção nas escolas.

Nos últimos dois anos, a Polícia Judiciária (PJ) abriu quase 1.400 inquéritos por extorsão sexual em Portugal, revelou Nuno Miguel, diretor do Departamento de Investigação Criminal da PJ. A maioria das vítimas é masculina, com incidência marcada entre os 18 e os 35 anos.

A prática envolve ameaças de divulgação de material íntimo ou sexual obtido sem consentimento, com pedidos de dinheiro ou favores. Em alguns casos, os criminosos aproveitam vulnerabilidades em dispositivos eletrónicos para aceder a câmaras, microfones ou registos de teclas.

Entre as vítimas, existem menores de idade, o que aumenta a preocupação das autoridades. O esforço policial inclui sensibilização em escolas e campanhas de prevenção contínuas para reduzir a partilha de conteúdo sensível.

Quebra de silêncio e apoio às vítimas

A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) também regista aumento de casos e aconselha não ceder às ameaças, guardar provas e procurar apoio jurídico e psicológico. A campanha educativa envolve instruções para denunciar e emergir da situação com segurança.

A PJ tem vindo a reforçar a formação de equipas especializadas e a cooperação com organizações da sociedade civil para melhorar a resposta às vítimas. O objetivo é interromper a cadeia de extorsão e remover conteúdos promovidos por criminosos.

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