- Oito mulheres angolanas ficaram em prisão preventiva no âmbito da operação Almocreve da Polícia Judiciária do Porto, que desmantelou uma rede internacional de branqueamento de capitais.
- Depois dos interrogatórios, dois arguidos adicionais foram para a cadeia, perfazendo um total de dez arguidos; os outros cinco ficaram com medidas de coação não privativas da liberdade.
- A investigação aponta que a rede branqueou cerca de 30 milhões de euros, com um núcleo duro angolano e brasileiro, causando danos preliminares estimados em 2,5 milhões de euros a lesados identificados.
- A maioria das vítimas são empresas na Europa; a PJ já efetuou mais três detenções em Espanha e França.
- O grupo usava bancos globais para movimentar grandes somas, cobrando por vezes metade do valor a branquear, pagando money mules para abrir contas com dados pessoais; há material apreendido a ser alvo de perícias financeiras.
Oito mulheres angolanas ficaram em prisão preventiva no âmbito da operação Almocreve, da Polícia Judiciária (PJ) do Porto. A medida foi aplicada a meio desta semana pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto, após os interrogatórios judiciais. O objetivo foi assegurar a investigação de uma rede internacional de branqueamento de capitais.
Segundo o DIAP do Porto, o núcleo duro da rede era angolano, com ligações também a elementos brasileiros. No conjunto, dez arguidos estão neste momento privados da liberdade, enquanto dois seguem em preventiva e os restantes cinco ficaram com medidas de coação não privativas da liberdade.
A investigação aponta para um volume de cerca de 30 milhões de euros branqueados pela rede. As vítimas identificadas operavam sobretudo na Europa, com danos estimados dos lesados em 2,5 milhões de euros. Estão a decorrer diligências para mais detenções, nomeadamente em Espanha e França.
Investigação e modus operandi
A PJ identificou que o grupo utilizava bancos de várias regiões do mundo para movimentar grandes somas. Em muitos casos, cobravam até metade do valor a branquear, recorrendo a money mules para abrir contas com dados de terceiros, por onde passavam os capitais.
A perícia financeira já apreendeu diverso material que será alvo de análises profundas. A investigação continua para apurar a extensão das redes e identificar novas vítimas.
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