- O surto de legionella que teve início em 2017 no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, está a ser julgado.
- Familiares de vítimas recordam o sofrimento vivido durante o episódio e o que se seguiu.
- Carminda Costa, de 91 anos, entra pela primeira vez na sala de audiências para testemunhar.
- Ela é a única nesta sessão de julgamento a aceitar a versão oficial de que o surto não ceifou um ente querido, ainda que procure outra narrativa.
- O caso envolve desfechos relevantes há mais de oito anos e meio, mantendo-se em processo judicial.
O surto de legionella que atingiu o Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, em 2017, está a ser julgado em tribunal. O processo envolve falhas na gestão de riscos e possíveis negligências que terão contribuído para várias mortes e casos de doença entre pacientes e acompanhantes. O julgamento, ainda em curso, expõe as diligências, procedimentos e responsabilidades que vieram a lume durante a investigação.
Entre os intervenientes, constam familiares de vítimas, profissionais de saúde e responsáveis do hospital, cuja participação tem permitido ouvir versões distintas sobre o que aconteceu e as medidas tomadas na altura. O caso atraiu a atenção pública pela gravidade das consequências e pela duração do surto, que ocorreu há mais de oito anos.
No centro do debate está a forma como o hospital geriu o risco de legionella, bem como o que terá falhado na monitorização, detecção e resposta ao surto. Os advogados de todas as partes têm apresentado depoimentos, documentos e evidências com o objetivo de esclarecer as causas, identificar responsabilidades e apurar responsabilidades criminais ou administrativas. A audiência continua a decorrer, com novos testemunhos previstos para as próximas sessões.
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