- Quinta-feira, o Ministério Público realizou buscas no âmbito da Operação Picoas, incluindo a casa de Armando Pereira, fundador da Altice, em Guilhofrei, Vieira do Minho.
- Também foi alvo de buscas a casa de Hernâni Vaz Antunes, em Gualtar, e várias sociedades do empresário bracarense.
- A investigação envolve um alegado esquema fraudulento que teria desviado da Altice Portugal pelo menos 250 milhões de euros.
- As diligências foram acompanhadas por uma procuradora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, pela PSP e por um profissional da justiça francesa, com várias horas de trabalho.
- O advogado de Armando Pereira contesta as buscas, enquanto a Procuradoria-Geral da República não divulgou informações adicionais sobre as diligências.
A Procuradoria-Geral da República confirmou diversas buscas relacionadas com a denominada Operação Picoas. As diligências visam apurar um alegado esquema fraudulento envolvendo Armando Pereira, co-fundador da Altice, e Hernâni Vaz Antunes, empresário de Braga. As buscas ocorreram esta quinta-feira em diversas entidades associadas aos investigados.
As autoridades concentraram-se na casa de Armando Pereira, situada em Guilhofrei, Vieira do Minho, bem como numa segunda residência. Além disso, houve busca a várias sociedades de Hernâni Vaz Antunes, em Braga, e a ambientes ligados ao empresário. O objetivo é recolher provas relevantes para o caso.
Ao PÚBLICO, o advogado de Armando Pereira confirmou as buscas na casa de Vieira do Minho. O jurista descreveu a ação como uma encenação que não deveria prosseguir, alegando falta de novas provas relevantes até ao momento. Não foram oferecidas explicações adicionais pelos inspetores.
O Ministério Público, através do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, não disponibilizou informações adicionais sobre estas diligências quando contactado pela nossa redação. A investigação já envolve alegações de que pelo menos 250 milhões de euros teriam sido desviados da Altice Portugal.
A cobertura inicial foi avançada pela SIC e posteriormente confirmada pelo nosso jornal. As autoridades contaram com a participação de elementos da PSP e de um profissional da justiça francesa, que acompanharam as buscas durante várias horas.
As diligências obedecem ao enquadramento processual da operação em curso, sem que tenham sido divulgados detalhes sobre eventuais encontradas ou delitos específicos. O inquérito permanece em andamento, com o objetivo de esclarecer as suspeitas de fraude.
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