- O contabilista de Jeffrey Epstein, Richard Kahn, revelou ao Comité de Supervisão da Câmara dos EUA que os executores do património chegaram a acordo com uma mulher que também tinha feito acusações contra Donald Trump.
- Kahn, que é coadministrador do património juntamente com o advogado Darren Indyke, disse que o acordo foi feito numa audiência de cerca de sete horas, em Washington D.C.
- Os depoimentos contrastam com as afirmações de James Comer de que não houve qualquer transação envolvendo Trump; este afirmou que Kahn nunca viu esse tipo de transação.
- Epstein nomeou Kahn e Indyke como executores testamentários em agosto de 2019, transferindo uma fortuna estimada em 550 milhões de euros para um fundo fiduciário; o espólio já pagou cerca de 90 milhões de euros às vítimas.
- Durante a operação do FBI na mansão de Epstein, o cofre foi arrombado; conteúdo foi colocado em duas malas a mando de Kahn e entregue na sua casa, com ele a não indicar quem deu a ordem para retirar os itens.
Richard Kahn, contabilista de Jeffrey Epstein desde 2005, afirmou perante o Comité de Supervisão da Câmara dos EUA que os executores do património chegaram a um acordo com uma mulher que também o tinha acusado de crimes contra menores. A audiência, de cerca de sete horas, decorreu em Washington D.C. e contou com a presença do advogado Darren Indyke, coadministrador do património.
Kahn, que também é coadministrador do espólio juntamente com Indyke, disse não ter visto transações que indicassem atividade ilegal nem ter conhecimento de “coisas terríveis” associadas a Epstein. Nesta sessão, o contabilista negou ter verificado operações financeiras com ligação a Trump ou à sua família.
O património de Epstein foi constituído por uma fortuna estimada em cerca de 550 milhões de euros. Epstein nomeou Kahn e Indyke como executores testamentários em agosto de 2019, dois dias antes de morrer à espera de julgamento por tráfico sexual de menores. O espólio já pagou aproximadamente 90 milhões de euros às vítimas.
Contexto da investigação e do cofre
Durante a operação policial à mansão de Epstein em Nova Iorque, em julho de 2019, o FBI localizou um cofre com diamantes, dinheiro, passaportes, CDs e discos rígidos, mas não foi possível confiscar tudo por irregularidades no mandado. Mais tarde, um novo mandado permitiu a recuperação, mas o cofre já estava vazio.
Documentos do FBI indicam que Kahn ordenou que o conteúdo do cofre fosse colocado em duas malas e entregue na sua residência. Posteriormente, o contabilista concordou entregar as malas, sem revelar quem deu a ordem para retirar os objetos. Uma das vítimas afirmou à BBC que Indyke e Kahn sabem mais do que dizem.
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