- O homem suspeito de matar Josefa no Palácio do Gelo, em Viseu, afirma ter disparado por acidente, dizendo que apenas queria salvar a família presente.
- O arguido, já a ser ouvido no Tribunal de Viseu, pediu desculpas às pessoas magoadas e mostrou-se arrependido, alegando que, se fosse hoje, não repetiria o ato.
- O crime ocorreu a 27 de dezembro de 2024, durante uma altercação entre famílias no átrio exterior do centro comercial, com Josefa morta e Marcelo e Lia feridos.
- O homem disse que, ao chegar ao local, presenciou uma rixa entre uma mãe e uma filha, ficou agredido e, para proteger a mulher e o filho, alegadamente pegou na arma que comprara meses antes.
- Além do homicídio qualificado consumado e seis crimes na forma tentada, o arguido é acusado de condução perigosa de veículo e detenção de arma proibida; o julgamento continua durante a tarde.
O arguido de um crime de homicídio qualificado consumado e de vários crimes na forma tentada afirmou, no Tribunal de Viseu, que disparou por acidente no Palácio do Gelo, em 27 de dezembro de 2024. A vítima foi Josefa, morta a tiro, e ficaram feridos Marcelo e Lia. O objetivo seria obrigar a saída de pessoas para proteger a família.
O homem relatou que a altercação ocorreu durante uma discussão entre famílias na área de átrio do centro comercial, desencadeada por um telemóvel. Segundo o arguido, a situação envolveu agressões entre mães, filhas e companheiros, com várias pessoas a adaptar-se ao conflito.
Contou ainda que, ao chegar ao local com a irmã, a companheira e o filho, pretendia apenas que a demais parte saísse para que pudesse retirar a família em segurança. Assinalou ter procurado ajuda junto de familiares no acampamento próximo.
No acampamento, o cunhado teria avisado para retornar rapidamente ao Palácio do Gelo, porque haveria risco de agressões à mulher e ao filho. Nesse contexto, o arguido admitiu ter apanhado uma arma de defesa.
Ao chegar ao átrio, disse ter visto a outra família ainda presente, o que o deixou em estado de pânico e o levou a disparar. Questionado sobre se bastaria ameaçar com a arma, respondeu que sim, mas que estava aterrorizado pelas agressões.
Relativamente ao disparo que atingiu Josefa, explicou ter sido atingido pelas costas com uma mala na cabeça, com os cordões a prender o pescoço. Afirmou que, nesse momento, não sabia se o agressor era homem ou mulher e que o tiro foi acidental.
Depois de ver as imagens de videovigilância, o juiz considerou difícil aceitar que a única intenção fosse salvar a mulher e o filho. O arguido reiterou que a sua atitude foi movida pelo pânico e pela agressão recebida.
O processo envolve ainda crimes de condução perigosa e detenção de arma proibida, além do homicídio qualificado consumado e das tentativas de homicídio. O julgamento continua nesta tarde em Viseu.
Entre na conversa da comunidade