- Dois agentes da PSP disseram, em tribunal, ter visto uma faca junto ao corpo de Odair Moniz na Amadora, mas não confirmaram se era a mesma arma apreendida no processo.
- Um dos agentes afirmou que a faca estava perto da mão esquerda de Moniz e tinha um punho preto, sem conseguir detalhar o tamanho da lâmina.
- Outra agente que acompanhou o colega confirmou a versão, mas admitiu não ter certezas de que o objeto visto fosse o mesmo que foi fotografado no processo.
- Noémia Almeida disse não se lembrar de ter comentado a faca com alguém, apontando que existia outro polícia responsável pela gestão do local do crime.
- O julgamento, que começou a 22 de outubro, continua em 25 de março de 2026, no Tribunal Central Criminal de Sintra; Bruno Pinto permanece em liberdade, com suspensão de funções, com pena prevista de oito a dezasseis anos.
Mais dois agentes da PSP afirmaram, em tribunal, ter visto uma faca junto ao corpo de Odair Moniz na Amadora, em 2024. Não comentaram o achado com ninguém à altura do incidente. O objetivo, disseram, era salvar uma vida.
André Silva relatou que a faca estaria perto da mão esquerda de Moniz, com um punho preto. Não conseguiu confirmar o tamanho da arma nem o tipo de lâmina. Outra agente presente corroborou, sem confirmar se era a mesma faca apreendida no processo.
Noémia Almeida confirmou não ter comentado o achado, uma vez que existia outro polícia responsável pela gestão do local, e seria arriscado com tantos elementos da PSP presentes. A defesa de Bruno Pinto sustenta que o incidente ocorreu durante uma tentativa de detenção.
Testemunhos divergentes e desenvolvimento do caso
Desde a primeira sessão, em 22 de outubro, Bruno Pinto, de 28 anos, afirmou ter entendido que Moniz o ameaçava com uma faca quando disparou. Várias testemunhas, entre polícias e moradores, apresentaram versões diferentes sobre posse e empunhadura da arma.
Odair Moniz, 43 anos, foi baleado a 21 de outubro de 2024, no Bairro do Zambujal, após tentar fugir e resistir à detenção por infração rodoviária. O Ministério Público não descreveu ameaça com faca no despacho de acusação.
O julgamento decorre no Tribunal Central Criminal de Sintra e está marcado para 25 de março de 2026. Bruno Pinto permanece em liberdade, com suspensão de funções, e pode enfrentar uma pena entre oito e 16 anos.
Entre na conversa da comunidade