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Homicida tenta provar que pai da vítima devia-lhe dinheiro

Homicida em julgamento afirma dívida antiga do pai da vítima; testemunhas divergem sobre o que se passou no café de Arões

Pedro Oliveira foi assassinado num café em Fafe. Tinha 35 anos
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  • Joaquim Carneiro, de 71 anos, está a julgamento no Tribunal de Guimarães pela morte de Pedro Oliveira, de 35, ocorrida em fevereiro do ano passado num café em Arões, Fafe.
  • Carneiro quer provar que o pai da vítima lhe devia 200 contos (cerca de mil euros) por trabalhos feitos há cerca de 30 anos, que não teriam sido pagos.
  • A acusação sustenta que essa alegada dívida motivou a discussão que terminou com o disparo a Pedro Oliveira.
  • O pai da vítima, Manuel Oliveira, afirmou em tribunal não ter qualquer dívida, dizendo que “nunca me pediu um tostão” e que tudo foi pago; alegou ainda que deixou de trabalhar com Carneiro por ele ser agressivo.
  • O homicida fugiu após o crime, entregou-se no dia seguinte e permanece em prisão preventiva na cadeia de Braga; testemunhas presentes no café apresentaram versões diferentes.

O Tribunal de Guimarães ouviu Joaquim Carneiro, de 71 anos, acusado de matar Pedro Oliveira, de 35, em fevereiro do ano passado, num café em Arões, Fafe. A defesa afirma que Carneiro quer provar uma dívida antiga de 200 contos por trabalhos não pagos há cerca de 30 anos, usada para justificar o conflito que acabou na morte.

A acusação do Ministério Público sustenta que a alegada dívida motivou a discussão que resultou no tiro. Carneiro tinha uma pistola de calibre 6,35 mm, disparou a curta distância e fugiu, entregando-se no dia seguinte. Permanece em prisão preventiva na cadeia de Braga.

O pai da vítima, Manuel Oliveira, assistente no julgamento, negou qualquer dívida. Garantiu que não recebeu dinheiro nem pedidos de pagamento. Afirmou que a relação com Carneiro era conflituosa e que o agressor chegou a apresentar sinais de agressividade.

Oliveira descreveu ainda o impacto da perda para a família, lamentando as dificuldades vividas pela mãe e pelos irmãos desde o ocorrido. O depoimento do pai encontra-se entre as informações apresentadas para contextualizar o caso.

As testemunhas que estavam presentes no café providenciaram descrições distintas do incidente. A presidente do Coletivo sublinhou a dificuldade em conciliar versões num espaço tão pequeno e num episódio tão rápido.

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