- A polícia moçambicana deteve em Nampula um homem que se fazia passar por advogado há vários anos, sem habilitações, e que chegou a vencer processos em tribunal.
- O suspeito é acusado de burla e de exercício ilícito da profissão, tendo recebido valores elevados para a defesa de clientes.
- Os pagamentos pelos serviços variavam entre 100 mil e 200 mil meticais, conforme o tipo de processo.
- A investigação indica que atuava há anos, tendo participado em casos na província de Cabo Delgado, onde venceu três processos; em Nampula, terá perdido pelo menos dois.
- O homem também prometia emprego a várias pessoas em diferentes empresas, exigindo pagamentos prévios, e já há vários processos em curso, com mandados emitidos; foi denunciado pela Ordem dos Advogados de Moçambique e pela Procuradoria-Geral da República.
Um homem detido em Nampula, Moçambique, estava a poupar-se de uma vida de falsa advocacia há vários anos, segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic). A polícia anunciou a detenção na terça-feira, com o suspeito a enfrentar acusações de exercício ilícito da profissão e burla.
As autoridades indicam que o suspeito se apresentava como advogado, atraía clientes e cobrava somas elevadas para alegadamente defender processos. Os valores variavam entre 100 mil e 200 mil meticais, conforme a natureza do caso.
Segundo o Sernic, o homem atuava há vários anos e chegou a participar em processos na província de Cabo Delgado, onde terá vencido três ações, enquanto em Nampula perdeu pelo menos dois. As investigações continuam para confirmar outros casos.
Além disso, a polícia cita promessas de emprego a várias pessoas em diferentes empresas, afirmando ter influência para facilitar contratações. Pedia pagamentos prévios, o que as autoridades qualificam como parte de um esquema fraudulento denunciado por várias pessoas.
O Sernic informou que existem vários processos em curso contra o suspeito, com mandados emitidos em alguns casos. O caso já foi denunciado pela Ordem dos Advogados de Moçambique e pela Procuradoria-Geral da República.
Detenção e próximos passos
A autoridade explicou que a detenção enquadra-se na prática de burla e exercício ilícito da profissão. As autoridades continuam a recolher evidências e ouvir testemunhas para confirmar a extensão do esquema e identificar outras vítimas.
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