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MP recorre decisão que não julga agentes acusados de mentir no caso Odair Moniz

MP recorre da decisão de não pronunciar dois agentes da PSP por falsidade de testemunho no caso Odair Moniz

Odair Moniz
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  • O Ministério Público vai recorrer da decisão de não pronúncia de dois agentes da PSP por falsidade de testemunho no caso da morte de Odair Moniz.
  • O Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, deliberou em 16 de fevereiro a não pronunciar os dois agentes, por falta de provas de que tenham mentido ao alegar que Moniz tinha uma faca.
  • A juíza Cláudia Pina considerou que os arguidos deveriam ter sido ouvidos pelo MP nessa condição e não como testemunhas, o que levou a anular o interrogatório.
  • Odair Moniz, de 43 anos, foi baleado no bairro da Cova da Moura pelo agente da PSP Bruno Pinto, após resistir a ser detido numa infração rodoviária, em 21 de outubro de 2024.
  • O julgamento de Bruno Pinto por homicídio está a decorrer no Tribunal Central Criminal de Sintra desde 22 de outubro de 2025, com versões divergentes sobre a posse de faca à data dos disparos.

O Ministério Público (MP) vai recorrer da decisão de não pronunciar dois agentes da PSP acusados de falsidade de testemunho no inquérito à morte de Odair Moniz. A decisão foi anunciada à Lusa pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo o MP, o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, ilibou os agentes por falta de provas, em 16 de fevereiro. A acusação sustenta falsidade de testemunho ao alegadamente terem dito que Moniz tinha uma faca.

Na decisão, a juíza Cláudia Pina considerou que os arguidos deveriam ter sido ouvidos pelo MP como testemunhas e não como parte interrogada, o que anulou o interrogatório.

Desdobramentos do caso

Sem essa prova, cabendo ao tribunal que julga o agente que disparou determinar se Moniz tinha faca, a magistrada concluiu que não ficou provada a existência de declarações falsas por parte dos arguidos e decretou a não pronúncia.

Odair Moniz, 43 anos, residente no Bairro do Zambujal (Amadora), foi baleado mortalmente no Bairro da Cova da Moura pelo agente Bruno Pinto, após resistência a detenção numa infração rodoviária.

No despacho de acusação de homicídio contra Bruno Pinto, não é referido o uso de faca como ameaça. O julgamento decorre no Tribunal Central Criminal de Sintra desde 22 de outubro de 2025.

Na primeira sessão, Bruno Pinto, 28 anos, disse ter sentido que Moniz o ameaçava com faca ao disparar duas vezes. Desde então, as testemunhas apresentam versões divergentes quanto à posse e à empunhadura de arma branca.

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