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Atraso na Justiça irrita procurador alemão; Fernando e Mónica negam homicídio em Baleizão

Procurador alemão critica atraso da Justiça; processo de homicídio em Baleizão continua parado na Relação de Évora desde 2023

Casal de nacionalidade alemã morto em Baleizão
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  • O procurador alemão criticou o atraso da Justiça, após um magistrado questionar, na passada quarta-feira, as autoridades portuguesas sobre a decisão do caso dos idosos assassinados em Baleizão.
  • O processo está parado na Relação de Évora.
  • O crime ocorreu em abril de 2023, quando Ian Otto, 79 anos, e Ilse Borwart, 71 anos, foram encontrados mortos na Quinta do Paraíso, em Baleizão, Beja.
  • O filho das vítimas, residente na Alemanha, alertou as autoridades após não conseguir contactar os pais durante vários dias.
  • A Polícia Judiciária deteve, cerca de um mês depois, os dois caseiros na zona de Aljustrel; a investigação aponta para deterioração da relação com os caseiros e problemas financeiros.
  • Mónica e Fernando terão levado a viatura dos patrões e os cartões bancários.

O magistrado questionou as autoridades portuguesas na passada quarta-feira sobre a decisão do caso dos idosos assassinados por caseiros em Baleizão, Beja. O processo está parado na Relação de Évora. A ata aponta atraso no veredito.

O crime ocorreu em abril de 2023, quando Ian Otto, de 79 anos, e Ilse Borwart, de 71, foram encontrados mortos numa propriedade conhecida como Quinta do Paraíso, em Baleizão. O estado de decomposição foi observado no local.

O filho das vítimas, residente na Alemanha, alertou as autoridades após vários dias sem contato com os progenitores. A Polícia Judiciária deteve os dois caseiros um mês depois, na zona de Aljustrel, no âmbito da investigação.

Na origem do crime, segundo a investigação, esteve a deterioração da relação entre o casal alemão e os caseiros, associada a questões monetárias. A acusação aponta que Mónica e Fernando teriam utilizado uma viatura dos patrões e os cartões bancários.

Desdobramentos do caso

A Procuradoria e as autoridades portuguesas estão a colaborar com a justiça alemã para esclarecer o timing do recurso. Não foram avançadas datas para leitura da decisão na Relação de Évora. A investigação permanece centrada em motivações financeiras.

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