- Defesa de Nicolás Maduro nos Estados Unidos tornou-se objeto de disputa entre advogados, com Barry J. Pollack e Bruce Fein a disputarem a defesa no caso no distrito sul de Nova Iorque.
- Pollack afirmou ao tribunal que Maduro não conhece Fein, não o contratou e que pediu a retirada de Fein da representação.
- Fein, por sua vez, disse ter atuado de boa-fé com informações de colaboradores próximos de Maduro e de familiares, após ter sido admitido como mandatário do ex-líder venezuelano.
- Fein apresentou ainda um requerimento para que o tribunal questione pessoalmente Maduro sobre os seus desejos de representação legal, enquanto Pollack requereu a retirada de Fein.
- A decisão sobre quem representa Maduro está nas mãos do juiz Alvin Hellerstein; Pollack indicou que não pediu fiança naquele momento, mas não afastou essa possibilidade.
O processo de Nicolás Maduro nos tribunais dos EUA transforma-se numa disputa entre advogados. Barry J. Pollack, que já representou Maduro em Nova Iorque, apresentou um pedido para afastar Bruce Fein, que também ingressou no caso como defensor do ex-líder venezuelano. A revelação veio ao público pela imprensa norte-americana.
Pollack alegou que Fein não foi contratado por Maduro nem autorizado a atuar em nome dele. O documento do advogado sublinhou que Maduro não conhece Fein e nunca autorizou a sua intervenção. A defesa de Pollack pediu a retirada de Fein do processo.
Fein, por sua vez, revelou ter atuado por acreditar agir de boa-fé, com informações recebidas de pessoas do círculo próximo de Maduro. O advogado admitiu que a detenção de Maduro ocorreu em circunstâncias incomuns e que houve limitações de comunicação que justificaram a participação de terceiros.
Conflito entre advogados
A revelação sobre a presença de Fein aconteceu depois de o tribunal ter confirmado a atuação dele no caso. Fein respondeu solicitando que o tribunal avaliasse a atuação de Pollack e, ao mesmo tempo, apresentou uma defesa que inclui a possibilidade de o próprio Maduro expressar, em tribunal, a vontade sobre a sua representação.
Pollack já indicou que não pediu fiança no primeiro momento, mas não descartou essa possibilidade no futuro. O representante também indicou que questões legais relativas ao que chamou de sequestro militar podem prolongar o processo.
A decisão sobre a representatividade fica nas mãos do juiz Alvin Hellerstein, no tribunal de Manhattan. Maduro é apresentado ao tribunal como o presidente da Venezuela, afirma ter sido raptado e continua a negar as acusações contra si.
Em análise
O caso envolve acusações de narcoterrorismo e conspiração, em contexto de litígio nos EUA. O estado brasileiro não tem relação com o processo, que segue sob a jurisdição americana. As próximas audiências vão esclarecer quem pode defender Maduro e em que condições o julgamento prosseguirá.
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