- Giuliana Pietropaolo, 45 anos, sem diploma, tratou cerca de 800 pacientes em Milão durante seis meses como endocrinologista numa clínica, com diagnósticos e tratamentos inadequados.
- A pessoa apresentou um currículo falso, incluindo diplomas e experiências, e alterou o seu nome de nascimento para Giuliana Pietropaolo (o original é Maria Antonella), decisão tomada em 2012, supostamente influenciada pelo namorado.
- Os pacientes sofreram diagnósticos errados e receitaram medicação sem base, com casos de diarreia grave e problemas na tiróide relatados na acusação.
- A fraude foi descoberta pela clínica e, pouco depois, um hospital universitário rescindiu um contrato três dias após ser assinado; as instituições deram conhecimento às autoridades.
- A autora foi condenada a quatro anos de prisão por roubo de identidade, exercício abusivo da profissão, fraude e falsificação, além de pagar 10 mil euros à Ordem dos Médicos e 100 mil euros ao centro clínico.
No Milão, Itália, Giuliana Pietropaolo, 45 anos, tratou cerca de 800 pacientes sem qualificação médica, em seis meses de fraude. Não possuía diploma, registo na Ordem dos Médicos nem estágio en medicina.
Durante o verão de 2022, apresentou um currículo falso a um centro clínico milanês, com diplomas e experiências fabricadas. Foi contratada como endocrinologista, assumindo funções sob uma identidade enganosa.
Ao longo do periodo probatório, a falsa médica diagnosticou doenças de que não tinha conhecimento e prescreveu medicamentos com dosagens incoerentes. A negligência agravou quadros clínicos de utentes.
A investigação revelou que alguns pacientes sofreram diarreia grave e alterações da função tireoidiana. Eles não apresentaram queixa formal, recorrendo a profissionais legítimos para tratar os seus problemas.
A fraude veio a público quando o centro clínico detetou incongruências na ficha de Giuliana. Um hospital universitário também encerrou um contrato com a médica após confirmação das irregularidades, comunicando o caso às autoridades.
Antecedentes pessoais e mudança de identidade
Giuliana trocou o nome de nascimento, Maria Antonella, para Giuliana Pietropaolo em 2012. A alteração foi motivada em parte por pressões familiares, segundo a investigação, com influência de terceiros para facilitar a fraude.
A defesa alegou que a ré vivia um quadro psicopatológico, mas a juíza manteve a acusação com base em provas de atuação profissional fraudulenta e de uso indevido de carimbos médicos.
Condenação e penalizações
Giuliana foi condenada a quatro anos de prisão por roubo de identidade, exercício abusivo da profissão médica, fraude e falsificação. Ainda terá de pagar 10 mil euros à Ordem dos Médicos e 100 mil euros ao centro clínico lesado.
Os casos permanecem sob investigação adicional para apurar responsabilidades de terceiros envolvidos na fraude.
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