- A Polícia Judiciária realizou buscas no Governo Regional dos Açores, incluindo o gabinete da secretária regional do Turismo, Berta Cabral, no âmbito de uma investigação sobre financiamento da Ryanair e suspeitas de fraude, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poder (período 2023-2025).
- A operação, designada Last Call, investiga o alegado favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública, através de financiamento ilegal em contratos do Programa Operacional dos Açores 2030, com transferência de milhões pela associação Visit Azores.
- Além da secretaria regional, foram visadas as direcções regionais do Planeamento e Fundos Estruturais, do Turismo e da Indústria, bem como escritórios de advogados em Lisboa; participaram 65 elementos da Polícia Judiciária, dois juízes de instrução criminal e cinco magistrados do Ministério Público.
- Cinco arguidos já foram constituídos; as buscas decorreram em São Miguel, Terceira e Faial, com a consulta de documentação relacionada com a promoção turística.
- A Ryanair anunciou que vai deixar de operar nos Açores a partir de 29 de março de 2026, alegando elevadas taxas aeroportuárias e inação do Governo; a Visit Azores e o Ministério das Infraestruturas têm vindo a falar sobre a questão, sem emitir conclusões.
O governo regional dos Açores está a ser alvo de uma operação da Polícia Judiciária, enquadrada num inquérito sobre alegadas irregularidades na obtenção de subsídios e financiamento a uma companhia aérea. A investigação centra-se no período de 2023 a 2025.
A ação envolve o gabinete da secretária regional do Turismo, Berta Cabral, e várias direções regionais, incluindo Planeamento e Fundos Estruturais, Turismo e Indústria. Foram realizadas buscas em São Miguel, Terceira e Faial, bem como em escritórios em Lisboa.
Ao todo, participaram 65 agentes da PJ, dois juízes de instrução criminal e cinco magistrados do Ministério Público. O objetivo é apurar possíveis crimes de fraude, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poder.
Progresso da investigação e contexto
A investigação, designada pela PJ como Last Call, investiga alegadas transferências de verbas da associação Visit Azores para a Ryanair, sob contratos públicos e ajustes diretos para promoção turística no Reino Unido.
A Ryanair anunciou recentemente a saída do arquipélago a partir de 29 de março de 2026, alegando taxas aeroportuárias elevadas e perceção de inação governamental. A transportadora planeia realocar aeronaves para outros aeroportos europeus de menor custo.
Luís Capdeville Botelho, presidente da Visit Azores, descreveu a saída como uma pressão negocial. O Ministério das Infraestruturas, por sua vez, disse que as taxas aplicadas aos Açores são entre as mais baixas da região.
Entre na conversa da comunidade