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Empresa de luzes de Natal monta iluminação antes de ser contratada

Polícia Judiciária investiga várias câmaras e a Castros por suspeita de corrupção em adjudicação de iluminações de Natal; quatro detidos, incluindo gestor de compras da Câmara de Lisboa

Sérgio Humberto na altura em que era presidente da câmara da Trofa
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  • A Polícia Judiciária efetuou buscas esta terça-feira em várias câmaras municipais por suspeitas de corrupção em adjudicações de iluminações de Natal, com foco na empresa Castros.
  • Já foram detidos quatro suspeitos, incluindo uma das figuras mais relevantes da área de compras da Câmara de Lisboa.
  • A investigação abrange pelo menos dez câmaras municipais e envolve crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa.
  • Em 2023, a revista Sábado revelou uma adjudicação insólita na Trofa, liderada na altura pelo atual eurodeputado Sérgio Humberto, da coligação AD.
  • O objetivo da operação é a Castros, empresa ligada ao fornecimento e à montagem das iluminações de Natal.

A Polícia Judiciária realizou buscas esta terça-feira em várias câmaras municipais, além de uma empresa, a Castros, no âmbito de uma operação relacionada com adjudicações de luzes de Natal. A investigação foca suspeitas de corrupção no processo de fornecimento e instalação de iluminações natalícias.

Até ao momento, foram detidos quatro suspeitos, incluindo uma das figuras mais relevantes do departamento de compras da Câmara de Lisboa. O alvo principal é a Castros, com investigações que se colocam em pelo menos 10 autarquias.

Os crimes em apurado abrangem corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, sempre ligados aos contratos de iluminação natalícia.

Contexto

Em 2023, a revista Sábado já tinha reportado uma adjudicação considerada insólita na Câmara da Trofa, então liderada por Sérgio Humberto, hoje eurodeputado pela AD. O caso envolvia montagens de iluminações em várias freguesias ainda antes do processo de concurso público terminar.

A investigação da PJ visa esclarecer se houve favorecimentos ou irregularidades que tenham beneficiado a Castros em contratos com autarquias, revelando possíveis ligações entre as partes envolvidas. As diligências continuam em curso.

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