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Juiz espanhol Baltazar Garzón apoia Boaventura Sousa Santos

Baltazar Garzón apoia Boaventura Sousa Santos, denunciando linchamento mediático e danos à carreira após acusações de assédio

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Juiz espanhol Baltazar Garzón apoia Boaventura Sousa Santos
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  • O juiz espanhol Baltazar Garzón defendeu Boaventura Sousa Santos, após as acusações de assédio que o atingem.
  • Garzón argumenta que o sociólogo continua publicamente cancelado no meio académico e social, com danos irreparáveis na vida profissional e pessoal.
  • O apoio foi expresso num artigo de opinião publicado no Público, que descreve Boaventura como alvo de um “linchamento mediático”.
  • O ex-juiz afirma que nunca se deve permitir o linchamento mediático paralelamente ao julgamento, que compromete a defesa e a legitimidade do processo.

Baltazar Garzón, antigo juiz espanhol, saiu esta segunda-feira em defesa de Boaventura Sousa Santos. O constitucionalista sustenta que o sociólogo enfrenta um cancelamento público no meio académico e social, sobretudo após acusações de assédio.

Garzón afirma que o processo de Boaventura de Sousa Santos tem sido marcado por um linchamento mediático. O jurista defende que não pode haver descredibilização de alguém sem direito à defesa adequada.

O texto de opinião foi publicado no jornal Público. Alves alega que o académico foi julgado, cancelado e condenado sem que a justiça tivesse concluído o seu trabalho, o que, na sua perspetiva, prejudica a liberdade crítica.

Segundo o ex-juiz, manter o debate público em torno de um caso envolve riscos para a expressão de vozes críticas que divergem do que chama de dogma oficial. A defesa de Sousa Santos é apresentada como essencial para o respeito pelo contraditório.

A notícia não especifica outras intervenções públicas de Garzón sobre o tema, mas realça que o autor já ganhou notoriedade internacional por decisões ligadas a Pinochet e a críticas a governos de várias cores políticas na Europa.

O artigo de opinião surge num momento em que Boaventura Sousa Santos enfrenta acusações de assédio que geram reacções diversas na comunidade académica e em setores sociais portugueses.

Fontes próximas do caso indicam que o debate se centra na necessidade de processos legais completos e transparentes antes de qualquer condenação pública. A defesa de Garzón aponta para o valor da presunção de inocência.

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