- O juiz de Instrução Criminal do Porto decretou a prisão preventiva de Paulo Topa, suspeito de liderar um esquema de desvio de massas insolventes, detido pela terceira vez este ano.
- A investigação indica que Topa estaria a preparar a fuga para o Brasil, ao oficializar união de facto com uma cidadã brasileira e com a criação de uma empresa no país.
- O DIAP Regional do Porto já emitiu este ano o terceiro mandado de detenção no âmbito do caso.
- O esquema envolve cerca de cinquenta empresas usadas como fachada para desviar património de massas insolventes desde 2016.
- Créditos fictícios e documentação forjada teriam permitido a apropriação de bens, com um património estimado em cerca de dez milhões de euros.
O advogado Paulo Topa ficará em prisão preventiva, decidiu o juiz de Instrução Criminal do Porto. A detenção ocorreu no sábado, já é a terceira este ano, no âmbito de uma investigação sobre desvio de massas insolventes.
Topa é apontado como o cabeça de um esquema de desvio milionário, ativo desde 2016, que tinha como alvo empresas e particulares insolventes. A PJ do Porto investiga ainda potenciais ligações com crimes de fraude, ocultação de património e uso de documentos falsos.
Segundo as autoridades, o grupo criava empresas no Brasil para facilitar a fuga de ativos. A criação de uma união de facto com uma cidadã brasileira também foi identificada, o que poderá beneficiar futuros movimentos do suspeito entre os dois países.
A atuação envolvia cerca de 50 empresas usadas como fachada para desviar património. Os créditos apresentados eram fictícios, com contratos e alvarás forjados que listavam bens imóveis e créditos não comprovados.
A Procuradoria-ial DIAP Regional do Porto emitiu este ano o terceiro mandado de detenção contra Topa, reforçando o foco da investigação. O objetivo é esclarecer a extensão do esquema e identificar os beneficiários reais dos valores desviados.
Há oito meses, Topa e três administradores judiciais — António Seabra, Joaquim Ribeiro e António Rodrigues — já tinham sido detidos. As autoridades estimam um património incongruente de cerca de 10 milhões de euros.
Contexto do caso
A investigação aponta para uso de facturas falsas e documentação manipulada para justificar créditos não existentes. Os bens desviados destinavam-se, alegadamente, a beneficiar credores fictícios ou relacionados do grupo. A PJ não divulgou mais detalhes operacionais.
Entre na conversa da comunidade