- Em 2024, a ESMA já identificou 181 prestadores de serviços de crowdfunding na UE, angariando mais de 4 mil milhões de euros, com 21 Estados-Membros a terem pelo menos um prestador ativo.
- Os instrumentos mais usados foram empréstimos (58%), dívida (23%) e capital próprio (12%), com 88% dos investidores a serem de retalho.
- Em Portugal existiam cinco prestadores ativos em 2024, todos a financiar projetos nacionais sob a forma de empréstimos.
- Os cinco principais países em termos de capital angariado foram França (1,45 mil milhões de euros), Países Baixos (1 mil milhões), Espanha (450 milhões), Itália (290 milhões) e Lituânia (280 milhões), responsáveis por mais de 80% do total da UE.
- Em 2025, a ESMA realizou um inquérito europeu sobre a inteligência artificial nos mercados, com respostas de 20 prestadores de serviços de seis países (França, Portugal, Irlanda, Espanha, Bélgica e Malta); a maioria eram microempresas (11) ou pequenas (4) e somente uma era de dimensão média.
A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) publicou o relatório sobre crowdfunding na UE em 2024. O sistema angariou mais de 4 mil milhões de euros, com 181 prestadores de serviços ativos em 21 Estados-Membros.
Em média, 58% do financiamento ocorreu via empréstimos, 23% por dívida e 12% por capital próprio. A maioria dos investidores, 88%, era de retalho e não institucional. Portugal contava com cinco prestadores ativos, todos a apoiar empréstimos a promotores nacionais.
Os cinco países mais relevantes em termos de volume de capital angariado foram França, Países Baixos, Espanha, Itália e Lituânia, respondendo por mais de 80% do total na UE. Em França, a maior parte do financiamento foi por dívida, enquanto nos outros mercados houve maior peso de empréstimos.
Regiões com menor integração viram o crowdfunding apoiar sobretudo empreendedores nacionais, ao passo que Malta, Estónia e Lituânia canalizaram parte do apoio para iniciativas de empreendedores estrangeiros.
Inquérito de IA em 2025
No verão de 2025, a ESMA realizou um inquérito sobre o uso de inteligência artificial nos mercados, incluindo o crowdfunding. Foram obtidas respostas de 20 prestadores de serviços, provenientes de França, Portugal, Irlanda, Espanha, Bélgica e Malta.
Entre os respondentes, a maioria eram microempresas (11) ou pequenas empresas (4), com apenas uma empresa de média dimensão. O objetivo foi entender impactos, práticas de governança e riscos associados à IA no setor.
Entre na conversa da comunidade