- A Lotaria Clássica de Natal oferece fração premiada de 250 mil euros, com 12,5 milhões no total por série; os prémios estão sujeitos a Imposto do Selo a 20%, resultando num prémio líquido de 200 mil euros.
- O Jornal PT50 apresenta três cenários de rentabilizar os 200 mil euros: depósitos a prazo, certificados de aforro e uma carteira de investimento arriscada e diversificada.
- Depósitos a prazo: remuneração média em Portugal de cerca de 1,37%, com opções até 2,8%; ao fim de um ano rende cerca de +5.500 euros, de cinco anos +29.054 euros, de dez anos +62.330 euros e de quinze anos +100.439 euros (2,8% ao ano).
- Certificados de Aforro: remuneração baseada na Euribor com prémio de permanência; ao fim de um ano +4.300 euros, em cinco anos +23.150 euros, em dez anos +53.895 euros e em quinze anos +101.761 euros.
- Carteira arriscada: rendimento ao fim de um, cinco, dez e quinze anos de 8.439 euros; 45.909 euros; 102.356 euros; 171.761 euros, respetivamente, com rentabilidade anualizada de 4,2%.
No próximo dia 26, a Lotaria Clássica de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa premiará o primeiro lugar com 12,5 milhões de euros por série. Cada fração premiada vale 250 mil euros. O estudo do Jornal PT50 analisa como este dinheiro pode ser aplicado, dependendo do apetite por risco do titular.
O artigo parte do princípio de que alguém comprou uma fração e está prestes a receber 250 mil euros. A incidência fiscal em Portugal é o Imposto do Selo a 20% para prémios superiores a 5 mil euros, aplicado ao total. O valor líquido fica, assim, em 200 mil euros.
Além da tributação, o exemplo assume que o investidor quer rentabilizar o montante com volatilidade reduzida. O estudo propõe três cenários de aplicação, todos com juros e prémios que não consideram alterações de mercado.
Cenários de investimento
No cenário conservador de depósitos a prazo, a taxa média atual ronda 1,37%, com opções a 2,8% disponíveis em instituições europeias. O montante de 200 mil euros renderia 5,5 mil euros no primeiro ano e 29 mil euros ao quinto ano.
Os Certificados de Aforro aparecem como opção estável, com garantia do Estado. A carteira de Aforro acumula prémios de permanência que elevam a rentabilidade ao longo do tempo, mas está ligada à Euribor, o que as torna sensíveis a variações de juros.
A carteira de investimento considerada como “arriscada” mistura dívida pública, obrigações corporativas de qualidade, obrigações europeias high yield, ações globais e metais preciosos, com 15% em depósitos a prazo. Ao fim de 15 anos, o retorno projetado supera o investimento inicial em 171 mil euros, na versão mais agressiva.
Para o primeiro ano, o cenário arriscado já gera ganhos de 8,4 mil euros, subindo para 45,9 mil euros ao quinto ano, 102,4 mil euros na década e 171,8 mil euros após 15 anos. A rentabilidade anualizada neste caso fica em 4,2%.
Este conjunto de cenários oferece opções para quem ganhou 200 mil euros, ajudando a comparar estabilidade, rendimento e risco ao longo do tempo. As cifras apresentam apenas hipóteses, sem considerar mudanças de mercado ou impostos adicionais.
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