- O Ministério Público da Polónia abriu uma investigação para apurar possível tráfico de seres humanos no âmbito do caso Epstein, analisando materiais divulgados nos Estados Unidos.
- A investigação foca-se na possibilidade de, entre 2009 e 2019, terem sido recrutadas mulheres na Polónia que depois teriam viajado para o estrangeiro para fins sexuais.
- Criou‑se uma equipa de investigação especial para analisar detalhadamente o material disponível e determinar a eventual participação de crimes de tráfico.
- O Ministério Público pede às vítimas ou a quem possuir informações que se apresentem, sublinhando a importância dos testemunhos na reconstituição dos factos.
- A cooperação internacional é prevista, incluindo a utilização da Ordem de Investigação Europeia para intercâmbio de informações entre Estados-Membros da União Europeia; algumas pistas já abrangem documentos dos EUA.
Foi anunciada uma investigação do Ministério Público da Polónia sobre possível tráfico de seres humanos relacionada com Jeffrey Epstein. A decisão foi tomada após análise de material divulgado nos Estados Unidos, que soma milhões de páginas.
Investigadores polacos analisam se, entre 2009 e 2019, mulheres recrutadas em território nacional foram levadas para o estrangeiro para fins sexuais. Uma equipa de investigação especial foi criada para examinar minuciosamente o conjunto de provas.
A prioridade é esclarecer todas as circunstâncias do caso, incluindo ligações entre pessoas que operam na Polónia. A participação em tráfico de pessoas é punível com até 20 anos de prisão no código penal polaco.
A equipa está a confirmar a existência de ligações entre documentos publicados nos EUA e pessoas/empresas envolvidas, bem como a identificar possíveis vítimas polacas entre os relatos disponíveis. O objectivo é reconstituir o que ocorreu.
Apelo a informações
As autoridades apelam a eventuais vítimas ou testemunhas que possam ajudar a esclarecer o caso. Informações recebidas podem facilitar a reconstituição dos factos e a identificação de responsáveis.
Cooperação internacional
Devido à escala internacional, o MP polaco pretende colaborar com serviços de outros países. A Ordem de Investigação Europeia será usada para troca de informações, entrevistas a testemunhas no estrangeiro e obtenção de provas relevantes.
Dados nacionais no caso Epstein
Entre os nomes mencionados nos documentos aparecem compatriotas, incluindo o ex-tenista Wojciech Fibak, que manteve correspondência com Epstein. Contudo, isso não implica automaticamente envolvimento em crimes; pode refletir contatos comerciais ou sociais.
As autoridades continuam a analisar toda a documentação disponível, mantendo o foco na eventual recrutamento de polacos para atividades ilícitas no exterior e na criação de uma rede internacional associada a Epstein.
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