- A exoneração de Mafalda Guerra ocorreu na sexta-feira, após a RTP revelar que imóveis ligados à militante do Chega eram usados como habitação clandestina para imigrantes em Lisboa, sem emissão de recibos.
- A investigação da RTP aponta que as rendas eram pagas a uma amiga da proprietária, Sílvia Paixão, também militante do Chega; Mafalda Guerra afirma que alguns imóveis são arrendados a terceiros que os gerem.
- A reportagem indica que Mafalda Guerra usa o nome Mafalda Livermore nas redes sociais e em serviços; está a ser investigada pelo Ministério Público e há várias queixas na Ordem dos Advogados.
- A Câmara de Lisboa falou em quebra de confiança institucional; o presidente da câmara, Carlos Moedas, disse ter agido de forma imediata.
- O presidente do Chega, André Ventura, afirmou que Mafalda Guerra pediu a exoneração e que as alegações são falsas, dizendo que a ex-autoridade vai alcançar esclarecimentos nos tribunais.
Mafalda Guerra, militante do Chega, foi exonerada na sexta-feira após uma reportagem da RTP sobre casas clandestinas para imigrantes. A medida surge na sequência da investigação do programa A Prova dos Factos.
A exoneração envolve Mafalda Guerra, nomeada em Dezembro de 2025 como vogal da administração dos Serviços Sociais da Câmara de Lisboa. Segundo a RTP, imóveis associados a ela eram usados como habitação clandestina e arrendados a imigrantes sem emissão de recibos.
A reportagem aponta que as rendas seriam pagas a uma amiga da proprietária, Sílvia Paixão, também militante do Chega, que não foi contactada pela RTP. Mafalda Guerra afirma que alguns imóveis são arrendados a terceiros que os gerem.
A investigação indica ainda que Mafalda Guerra utiliza nas redes sociais o nome Mafalda Livermore e afirma ter formação em criminologia, além de ser prestadora de assessoria jurídica. Está a estudar Direito na Universidade Lusófona desde 2024.
Segundo a RTP, há queixas de pessoas que recorreram aos seus serviços, que teriam realizado adiantamentos sem que os processos avançassem. A emissora reporta investigação do Ministério Público e várias queixas à Ordem dos Advogados.
A Câmara de Lisboa descreveu a situação como uma quebra de confiança institucional. O presidente da Câmara, Carlos Moedas, indicou ter agido de forma alinhada com a situação, assegurando que tomou medidas já na sexta-feira à noite.
O líder do Chega, André Ventura, disse que Mafalda Guerra pediu a exoneração para manter a transparência e afirmou que as alegações são falsas, antecipando uma possível ação judicial para clarificação.
Esta não é a primeira vez que Mafalda Guerra aparece na imprensa. Em janeiro, a revista Sábado sugeriu que um relacionamento com o vereador Bruno Mascarenhas poderá ter influenciado a sua nomeação.
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