- A experiência GLOSS, liderada pela Universidade de Coimbra, regressou à Terra a bordo da cápsula Cargo Dragon C211 e amarou no Pacífico, perto de San Diego, Califórnia.
- Durante cerca de um ano, amostras de materiais (CZT: telureto de cádmio e zinco) das câmaras dos futuros telescópios de raios gama estiveram expostas ao ambiente espacial na Estação Espacial Internacional.
- Os sensores enfrentaram radiação orbital e variações de temperatura extremas, o que pode degradar o desempenho e a sensibilidade observacional.
- As amostras serão devolvidas a Coimbra dentro de dois meses para testes, com comparação entre sensores expostos no espaço e idênticos na Terra, para avaliar degradação.
- Além da Universidade de Coimbra, integram a experiência o Observatório de Astrofísica e Ciências do Espaço de Bolonha, o INAF/OAS-Bologna e o IMEM-Parma; o projeto contou com financiamento do programa PRODEX da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Portuguesa.
A Universidade de Coimbra liderou uma experiência que regressou à Terra após cerca de um ano no espaço. Material utilizado em sensores de câmaras de futuros telescópios de raios gama esteve exposto ao ambiente espacial a bordo da Estação Espacial Internacional. A cápsula SpaceX Cargo Dragon C211 amarou no Oceano Pacífico, perto de San Diego, Califórnia.
A missão, designada SpX-33, contou com Rui Curado Silva, da FCTUC, e Jorge Maia, da UBI, ambos do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas. Os sensores de telureto de cádmio e zinco permaneceram na plataforma Bartolomeo da ISS durante aproximadamente 12 meses.
Os sensores ficaram expostos a radiação orbital, flutuações térmicas extremas e oxidação. Em operação no espaço, a degradação da sensibilidade é uma das principais dúvidas que motivou o estudo, segundo os investigadores.
Participantes e objetivos
Além de Coimbra, integram o projeto o Observatório de Astrofísica e Ciências do Espaço de Bolonha, o INAF/OAS-Bologna e o CNR/IMEM-Parma. A iniciativa avalia a degradação dos sensores e compara com unidades idênticas que permaneceram na Terra.
Impacto científico e futuro uso
A equipa pretende validar a viabilidade de integrar estes sensores em futuros telescópios espaciais de altas energias. Os resultados orientarão o desenvolvimento de instrumentação aprimorada e podem ampliar a sensibilidade de observação.
Os sensores devolvidos a Coimbra serão testados para medir o nível de degradação operacional. A comparação com sensores não expostos permitirá avaliar ganhos potenciais para a física de altas energias e para a observação de ondas gravitacionais.
Financiamento e cronograma
A experiência GLOSS foi financiada pelo programa PRODEX da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Portuguesa. A devolução dos sensores está prevista para ocorrer dentro de dois meses, após o desembarque da cápsula.
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