- O papa Leão XIV chegou a Madrid a 6 de junho, numa viagem que decorre até 12 de junho e passa por Madrid, Barcelona, Gran Canária e Tenerife, tendo sido recebido por Felipe VI e Letizia.
- Mais de 130 mil pessoas acompanharam o papamóvel entre o Palácio Real e a Nunciatura, em várias ruas de Madrid, como a Plaza de España e a Plaza de Colón.
- O pontífice apelou à reconciliação nacional e pediu o abandono de narrativas divisivas, destacando a importância da complexidade em vez de simplificações.
- O Vaticano confirmou que Leão XIV vai reunir-se com vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja durante a estadia em Espanha.
- A agenda inclui uma missa na Sagrada Família em Barcelona, visitas a centros de acolhimento de migrantes nas Canárias e uma passagem pelas Cortes Gerais, em visita histórica ao parlamento espanhol.
Leão XIV chegou a Espanha neste sábado, 6 de junho, numa viagem que decorrerá até 12 de junho. A visita, a primeira desde a eleição do Papa, atraiu milhares em Madrid, onde o pontífice foi recebido pelo rei Felipe VI e pela rainha Letícia. O evento marca a recuperação de uma visita papal 15 anos depois de Bento XVI.
O Papa chegou ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas pouco depois das 10h30. O papamóvel percorreu a Plaza de España, a Rua da Princesa e a Plaza de Colón, com várias dezenas de milhares de pessoas a saudar o líder religioso. A receção oficial contou com a presença de membros da Casa Real.
Viagem e agenda
O programa oficial inclui 21 atos em seis dias, com paragens em Madrid, Barcelona, Gran Canária e Tenerife. O Vaticano confirmou encontros com vítimas de abusos sexuais na Igreja, embora sem datas definitivas, após críticas à ausência inicial.
Em Madrid, Leão XIV visitará o centro CEDIA da Cáritas e participará na Plaza de Lima, onde deverá ser uma das maiores concentrações da viagem, com milhares de jovens inscritos. Na segunda-feira, 8, está prevista uma intervenção perante as Cortes Gerais.
Discurso e temáticas centrais
No discurso inaugural no Palácio Real, o Papa apontou para a convivência entre culturas e religiões na história de Espanha, sem apontar nomes específicos. Além disso, destacou o papel da verdade e da complexidade como bases para evitar narrativas polarizadoras.
O Papa reforçou a defesa do direito internacional e do multilateralismo, leitura interpretada como apoio a posições espanholas sobre Gaza, Ucrânia e acolhimento de migrantes. O rei Felipe VI enfatizou necessidade de reconhecer abusos na Igreja, apontando para reparação às vítimas.
Encontros e desdobramentos
À tarde, Leão XIV participa numa grande concentração na Plaza de Lima, com mais de 240 mil jovens inscritos. Depois seguirá para Barcelona, onde celebra missa na Sagrada Família e inaugura a Torre de Jesus Cristo, elevando o templo de Gaudí.
Nos arquipélagos das Canárias, a visita incluirá visitas a centros de acolhimento de migrantes em Gran Canária e Tenerife. Este gesto é visto como continuidade da linha de Francisco em matéria de acolhimento.
Contexto e impactos
A viagem tem um investimento estimado em perto de 25 milhões de euros, com previsões de retorno económico superior a 150 milhões. Atração turística tem gerado aumentos de reserva, com subidas significativas em Madrid e Barcelona antes do evento.
Autoridades destacam o impacto cultural e religioso da visita, bem como a importância de uma comunicação neutra e baseada em factos, em linha com o objetivo de reconciliação e diálogo.
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