- O sargento Florian Montorio, de quarenta anos, da 17.º Regimento de Engenheiros Pára-quedistas, morreu após ser ferido numa emboscada contra as forças de paz FINUL no sul do Líbano; o corpo foi repatriado.
- A cerimónia ocorreu na base militar do aeroporto internacional de Beirute, antes de o caixão ser colocado num avião militar.
- Montorio estava em fase terminal de carreira, com dezoito anos de serviço, e era pai de duas filhas; a informação foi confirmada pela ministra francesa das Forças Armadas, Catherine Vautrin.
- O presidente francês, Emmanuel Macron, atribuiu o ataque ao Hezbollah e pediu ao Libano que esclareça o sucedido, identifique os responsáveis e garanta a proteção dos soldados da FINUL.
- O Hezbollah negou envolvimento, pedindo prudência até aos resultados da investigação libanesa; o presidente libanês, Joseph Aoun, prometeu levar os responsáveis a tribunal.
O corpo do militar francês morto no sul do Líbano já foi repatriado. O sargento Florian Montorio, de 40 anos, servia há 18 anos nas Forças Armadas francesas e estava destacado na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL). Ele morreu após ter sido ferido numa emboscada contra as forças de paz, na manhã de sábado.
A repatriação ocorreu após uma cerimónia na base militar do aeroporto internacional de Beirute. O caixão foi transportado a bordo de um avião militar. Estiveram presentes o chefe de Missão da FINUL, o comandante da força, o embaixador de França no Líbano e representantes do Ministério da Defesa libanês e do Exército libanês.
A EMBOSCADA E O CONTEXTO
A FINUL foi alvo de disparos de armas ligeiras, resultando na morte do sargento e em três feridos entre os Capacetes Azuis. O incidente levanta questões sobre a segurança das missões de paz na região e as medidas de proteção aos militares.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, atribuiu o ataque ao Hezbollah durante uma conversa com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro Nawaf Salam. Macron pediu esclarecimentos, identificação dos responsáveis e garantias de proteção para os soldados da FINUL.
REAÇÕES E PRÓXIMOS PASSOS
O líder francês apelou a Beirute para que conduza uma investigação completa e responsabilize os culpados. O Hezbollah negou qualquer envolvimento e pediu prudência até que os resultados oficiais sejam divulgados pelo Exército libanês.
O presidente libanês condenou o ataque e garantiu que os responsáveis serão julgados. A FINUL continua a manter operações de monitorização e de manutenção da paz no sul do Líbano, conforme o mandato das Nações Unidas.
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