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Vinte e dois migrantes morrem ao largo da costa grega após seis dias no mar

Vinte e dois migrantes morreram ao largo da costa grega após seis dias no mar; relatos indicam que corpos foram atirados à água por ordem de um traficante

Imigrantes paquistaneses remam no seu bote sem motor, à deriva, entre a Grécia e a Turquia, na madrugada de 30 de Maio de 2015. Dez anos depois, há quem continue a lançar-se ao Mediterrâneo num bote de borracha
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  • A guarda costeira grega informou que 22 migrantes morreram ao largo da costa da Grécia, após seis dias no mar num bote de borracha; 26 pessoas foram resgatadas por um navio da Frontex ao largo da ilha de Creta.
  • Os migrantes resgatados disseram às autoridades que os corpos foram atirados à água por ordem de um traficante.
  • Durante a travessia, os passageiros perderam o sentido de orientação e permaneceram no mar durante seis dias sem água nem comida.
  • A Grécia é uma porta de entrada para migrantes do Médio Oriente, África e Ásia e esteve na linha da frente da crise migratória europeia em 2015-2016.
  • Desde então tem endurecido a legislação e reforçado as fronteiras, mas muitos continuam a tentar atravessar o mar Mediterrâneo.

Vinte e dois migrantes morreram ao largo da costa grega depois de seis dias no mar, num bote de borracha, segundo a guarda costeira. O resgate ocorreu junto à ilha de Creta, quando um navio da Frontex recuperou 26 pessoas.

A guarda costeira indicou que os passageiros perderam o sentido de orientação e permaneceram sem água nem comida durante todo o percurso. Os migrantes resgatados relataram que 22 pessoas morreram no mar e que os corpos foram atirados à água por ordem de um traficante.

Detalhes do incidente

As informações indicam uma travessia prolongada no Mediterrâneo, associada a redes de tráfico de pessoas. Aguardam-se relatos adicionais das autoridades sobre as identidades e nacionalidades dos migrantes e sobre eventuais investigações relacionadas.

Este tipo de trajeto tem sido uma constante na rota para a Europa, com a Grécia a receber um grande volume de entradas vindas de várias regiões. O país tem aumentado a vigilância nas fronteiras e reforçado patrulhas marítimas nos últimos anos.

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