- Pelo menos nove mortos e quarenta e cinco desaparecidos após naufrágio de barco de migrantes ao largo do Djibuti, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
- A embarcação tinha partido da cidade portuária de Obock, no Djibuti, com mais de trezentas pessoas a bordo, tentando atravessar o estreito de Bab el-Mandeb rumo ao Iémen.
- O naufrágio ocorreu na terça-feira; as buscas por sobreviventes continuam, com o mar descrito como muito agitado e ventos fortes.
- Tanja Pacifico, chefe da missão da OIM em Djibuti, afirmou que esta rota é extremamente mortal e que as condições dificultam as operações de resgate.
- Este é o primeiro naufrágio do ano na região; no ano passado registaram-se mais de novecentos mortos ou desaparecidos nesta rota.
Pelo menos nove migrantes morreram e 45 continuam desaparecidos após o naufrágio de um barco ao largo de Djibuti. A embarcação, com mais de 300 pessoas, afundou na terça-feira durante a travessia para o Iémen, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
O barco partiu da cidade portuária de Obock, Djibuti, com destino ao Estreito de Bab el-Mandeb. A rota liga a África oriental à Península Arábica e é marcada por condições perigosas e padrões de tráfego intensos de migrantes.
As buscas por sobreviventes prosseguem, afirmou Tanja Pacífico, chefe da missão da OIM em Djibuti. O mar está agitado e ventos fortes complicam as operações, disse ela por videoconferência em Genebra.
A OIM descreveu a passagem como extremamente mortal e indicou que este foi o primeiro naufrágio deste ano na região. No ano anterior, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram nesta rota, conforme dados da agência.
Testemunhos de sobreviventes indicam que a embarcação transportava uma carga excessiva, o que agravou o risco de afundamento. As autoridades locais não confirmaram, até o momento, dados oficiais sobre o número exato de passageiros.
A rota entre Djibuti e o Iémen é um traçado comum para migrantes que fogem de conflitos e pobreza na região do Corno de África, em busca de estabilidade econômica em países do Golfo. A OIM continua a monitorar a situação e a coordenar os esforços de resgate.
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