O navio principal da flotilha, o Granma 2.0 ou Maguro, chegou na costa de Cuba, em Havana, com 30 toneladas de ajuda humanitária após uma viagem de seis dias. A embarcação partiu de Progreso, no Yucatán, México, na quinta-feira. O comboio incluiu 14 toneladas de alimentos e medicamentos, 73 painéis solares e uma dúzia de bicicletas.
A bordo seguiam 32 tripulantes de 10 países. A chegada foi recebida pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos por volta das 08:00 locais. Entre os presentes estiveram dirigentes de esquerda que viajaram para Havana, como ex-vice-presidente espanhol Pablo Iglesias, além de deputados Pablo Sánchez, Gerardo Pisarello e outros eurodeputados.
A Greenpeace e outras vozes associadas à ação descrevem a iniciativa como uma denúncia da emergência econômica de Cuba, agravada pelo embargo norte-americano. O embargo foi mencionado como ilegal pela ONU em termos de direito internacional. O Maguro foi seguido por dois veleiros, que partiram de Isla Mujeres, México, na mesma operação, tendo enfrentado mau tempo no Mar das Caraíbas.
Participantes e objetivo
Diversos políticos de esquerda estiveram na cerimônia de receção, incluindo Jeremy Corbyn, Clara López e David Adler. Outros presentes foram os eurodeputados Marc Botenga, Emma Fourreau e Domenico Lucano, bem como a independente Illaria Salis. Thiago Silva, ativista brasileiro que já integrou a flotilha Alma com Greta Thunberg, explicou à imprensa o caráter simbólico da missão, embora reconhecesse a limitação da ajuda.
Contexto e reação internacional
Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, voltaram a denunciar detenções arbitrárias e presumed torturas de críticos em Cuba. Segundo relatos, o governo cubano manteria mais de 1.000 presos políticos, incluindo 30 menores de idade. A instituição ressalta preocupações sobre a situação de opositores, sob a gestão do regime cubano.
Entre na conversa da comunidade