- O presidente colombiano Gustavo Petro afirmou ter sido encontrado uma bomba lançada de um avião perto da fronteira com o Equador, sugerindo um ataque do país.
- A denúncia ocorre num momento de escalada entre Colômbia e Equador, após Quito impor um imposto de segurança de trinta por cento sobre importações colombianas.
- Em resposta, Bogotá aplicou tarifas sobre setenta e três produtos equatorianos e suspendeu o fornecimento de eletricidade ao Equador; por sua vez, Noboa aumentou a tarifa de transporte de petróleo através de um oleoduto para cinquenta por cento, a partir de primeiro de março.
- Petro revelou ainda ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que interviesse para reduzir a tensão e evitar guerra.
- Paralelamente, o Equador tem reforçado a cooperação com os Estados Unidos, incluindo a abertura do primeiro gabinete do Federal Bureau of Investigation no país e a criação de uma unidade conjunta de aplicação da lei para combater tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando de armas e financiamento do terrorismo.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, afirmou que pode estar a ser alvo de um bombardeamento originário do Equador, após ter sido encontrada uma bomba lançada de uma aeronave perto da fronteira comum. A declaração foi feita durante um conselho de ministros, em meio a um aumento de tensões entre os dois países.
As autoridades colombianas disseram que estão a investigar as circunstâncias do possível ataque, ainda não confirmadas, junto à fronteira com o Equador. A hipótese de agressão vem no contexto de uma escalada nas disputas entre Bogotá e Quito.
A tensão político-diplomática começou no início do ano, quando o Equador impôs um imposto de segurança de 30% sobre importações da Colômbia. Em resposta, a Colômbia avançou com tarifas a 73 produtos equatorianos e interrompeu o fornecimento de eletricidade. O Equador retrucou elevando as tarifas de transporte de petróleo colombiano pelo seu oleoduto, já no início de março.
Paralelamente, o presidente colombiano informou ter pedido ajuda ao presidente dos EUA, Donald Trump, numa ligação recente para reduzir a tensão e evitar um conflito. A intervenção norte-americana foi pedida para manter a soberania nacional e reduzir o risco de guerra.
O Equador tem reforçado a cooperação com os Estados Unidos na área de segurança. Foi assinado um acordo para abrir um escritório do FBI no Equador, destinado a combater o crime organizado transnacional. O acordo prevê ainda uma unidade integrada de aplicação da lei para identificar e levar a tribunal traficantes, lavadores de dinheiro e financiadores de terrorismo.
Esta cooperação ocorre num contexto de operações conjuntas entre Equador e EUA contra organizações consideradas terroristas. Entre as ações, houve o bombardeamento de um campo de treino de dissidentes de uma antiga franja das FARC, ocorrida no início do mês.
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