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ONU solicita investigação ao ataque ao centro de tratamento em Cabul

ACNUR exige investigação rápida e independente ao alegado ataque paquistanês a centro de toxicodependentes em Cabul, que já ceifou mais de 400 vidas

Foto: Samiullah Popal/EPA
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  • O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu uma investigação rápida e independente ao alegado ataque paquistanês a um centro de tratamento de toxicodependentes em Cabul, que matou mais de 400 pessoas.
  • O ataque ocorreu na segunda-feira à noite; o Paquistão negou ter atacado infraestruturas civis, indicando que os alvos seriam militares e terroristas.
  • O ACNUR pediu que os responsáveis sejam levados à justiça e que os resultados da investigação sejam tornados públicos, lembrando a proteção de civis no direito humanitário.
  • A União Europeia apelou à máxima contenção entre Afeganistão e Paquistão e à redução do risco para civis, cobrando medidas para evitar mais violência.
  • A Amnistia Internacional criticou o prolongamento de apenas três meses do mandato da UNAMA, alertando para a deterioração dos direitos humanos no Afeganistão.

O ACNUR solicitou uma investigação rápida e independente ao alegado ataque paquistanês a um centro de toxicodependentes em Cabul, que deixou cerca de 400 mortos. O incidente ocorreu na noite de segunda-feira, durante o conflito entre Paquistão e Afeganistão.

O porta-voz Thameen al-Kheetan afirmou que a investigação deve ser transparente e os responsáveis devem ser levados à justiça conforme as normas internacionais. Destaque é dado à proteção de civis e bens, com possível indemnização às vítimas.

O Ministério da Saúde do Afeganistão confirmou o número de mortos perto de 400, mas não garantiu a cifra final. O Paquistão negou ter atacado alvos civis, argumentando que as ações visaram infraestruturas militares e terroristas.

Reações internacionais

A União Europeia apelou à máxima contenção de ambas as partes e pediu medidas para reduzir ao máximo o risco a civis, sublinhando a necessidade de evitar escaladas. A AI avaliou com preocupação a extensão do mandato da UNAMA por três meses.

O conflito entre Afeganistão e Paquistão intensificou-se desde 26 de fevereiro, com ataques aéreos paquistaneses e resposta de Cabul. Islamabad anunciou uma ofensiva após acusar o Afeganistão de abrigar combatentes paquistaneses.

Volker Türk, alto comissário dos Direitos Humanos da ONU, pediu proteção de civis e um cessar-fogo imediato, com garantias de acesso rápido à ajuda humanitária para quem dela necessita. Dados da UNAMA indicam 75 civis mortos entre 26 de fevereiro e 13 de março.

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