- A Hungria classificou o acordo entre o presidente ucraniano e a Comissão Europeia de “teatro político” sobre a vinda de uma delegação da UE à Ucrânia para avaliar o oleoduto Druzhba.
- O oleoduto Druzhba ficou danificado há várias semanas após um ataque russo à Ucrânia, afetando o fornecimento à Europa Central.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, acusa Kiev e Bruxelas de coordenação prévia e de desconhecimento por parte de Von der Leyen sobre o problema.
- A Hungria avisou que veto qualquer ajuda europeia, incluindo um empréstimo de 90 mil milhões de euros, caso o Bloqueio ao Druzhba persista.
- Budapeste também informou ter confiscado ativos do banco estatal ucraniano Oschadbank e ouro de trabalhadores ucranianos, condicionando a devolução ao desbloqueio do Druzhba.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, apelidou de “teatro político” o acordo entre o presidente ucraniano e a presidente da Comissão Europeia para enviar uma delegação da UE à Ucrânia, para avaliar o estado do oleoduto Druzhba. A delegação foi anunciada após a Ucrânia ter aceitado a visita.
O Druzhba, principal via de acesso de petróleo russo a países da Europa Central, incluindo Hungria e Eslováquia, foi danificado há várias semanas num ataque russo. Szijjártó criticou a cooperação Kiev-Bruxelas, afirmando que o andamento da medida é coordenado entre os dois lados e que a UE apenas reconhece o problema já existente.
Szijjártó pediu a Ursula von der Leyen e a Volodímir Zelenski que encerrem o que chamou de teatro político e restaurem o fluxo de petróleo, considerando o bloqueio imposto à Hungria. A Hungria também avisou que vetará qualquer ajuda europeia caso o país mantenha a limitação ao Druzhba, incluindo um empréstimo de 90 mil milhões de euros em discussão.
Contexto e posições
A notícia anterior indicou que Zelenski aceitou a missão da UE para inspecionar as instalações em território ucraniano. Kiev defende a necessidade de cortar o fornecimento de petróleo russo para comprometer as fontes de financiamento. Budapest reagiu ao desbloqueio do Druzhba como condição para liberar assistência financeira.
No fim de janeiro, autoridades ucranianas divulgaram que um ataque a Lviv afetou o funcionamento das instalações, obrigando a paralisar temporariamente o fornecimento. O presidente húngaro, Viktor Orbán, já pediu a Zelenski que acelere o desembolso de medidas para facilitar o restabelecimento.
Na Hungria, surgiram também medidas de caráter econômico: o governo confiscou ativos do banco estatal ucraniano Oschadbank, bem como ouro, de trabalhadores que cruzavam o território magiar. Budapeste vincula a devolução desses ativos ao desbloqueio do fluxo pelo Druzhba.
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