- Brigadas Hezbollah (Kataib Hezbollah) no Iraque exigem a saída de todas as tropas dos Estados Unidos, dizendo que não haverá segurança até essa retirada.
- Abu Mujahid al-Assaf é apresentado como o novo chefe de segurança do grupo, substituindo Abu Ali al-Askari, morto num ataque aéreo em Bagdade.
- O grupo, aliado do Irão, já reivindicou ataques com drones e rockets contra bases norte‑americanas e instalações petrolíferas no Iraque e na região.
- As ações são parte de uma escalada de violência atribuída a Estados Unidos e Israel contra o Irão, com retaliações em vários países da região.
- A organização HRANA indica que mais de 1.825 pessoas foram mortas desde o início do conflito, incluindo civis, entre os quais não há identificação de menores.
As Brigadas Hezbollah, também conhecidas como Kataib Hezbollah, afirmam que não haverá estabilidade no Iraque sem a saída de todas as tropas dos EUA. A declaração foi feita hoje por meio de um comunicado em Bagdade.
O grupo, apoiado pelo regime de Teerão e designado como organização terrorista por Washington, é considerado a linha de frente da resistência xiita no Iraque. Tem reivindicado ataques com drones e foguetes contra bases norte-americanas e infraestruturas na região.
Abu Mujahid al-Assaf assumiu o cargo de chefe de segurança do grupo, substituindo Abu Ali al-Askari, morto numa operação que ainda está sob investigação. O anúncio foi feito pelo próprio grupo, em meio a recentes hostilidades regionais.
Ataque que ceifou a vida do porta-voz
Segundo fontes, Abu Ali al-Askari foi morto num ataque aéreo durante o fim de semana, no bairro Arassat, em Bagdade. A organização confirmou o óbito e indicou que o novo chefe de segurança já está no posto.
A ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão é apresentada pelo grupo como resposta à recusa de Teerão em flexibilizar o seu programa nuclear. O Irão respondeu com ataques a alvos na região, incluindo o Iraque, e com ações contra vários países vizinhos.
Paralelamente, ataques aéreos e atentados continuam a ser atribuídos a diferentes partes, num contexto de escalada regional. Organizações de direitos humanos estimam perdas civis elevadas, sem confirmar números de forma uniforme.
De acordo com a HRANA, uma ONG de direitos humanos, mais de 1.825 pessoas teriam morrido desde o início do conflito, com a grande maioria de civis. O balanço de feridos excede as 10.000 pessoas, segundo a mesma ONG.
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