- Diplomatas em Bruxelas consideram um cenário em que o veto de Viktor Orbán ao empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia se arrasta para além das eleições húngaras de 12 de abril.
- Orbán enfrenta Péter Magyar na campanha, que gira em torno da oposição ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy; Orbán acusa Zelenskyy de ter fechado o Druzhba por motivos políticos.
- Zelenskyy sustenta que o oleoduto Druzhba foi danificado por um ataque de drones a 27 de janeiro e precisa de ser reparado antes de retomar o abastecimento; a Comissão Europeia pediu permitir uma missão externa de peritos.
- A Comissão concluiu, a nível privado, que Kiev pode manter despesas de guerra até ao final de abril ou início de maio graças a pagamentos pendentes do G seven e a um novo programa do FMI; pode haver levantação do veto após as eleições sem grande impacto financeiro para a Ucrânia.
- A solução passa por Druzhba; a Comissão pondera apoiar os trabalhos de reparação com ajuda financeira adicional; planos alternativos são vistos como inviáveis, mantendo o empréstimo de 90 mil milhões como prioridade.
O debate em Bruxelas gira em torno do veto de Viktor Orbán ao empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia. Surge a hipótese de o impasse prolongar-se para além das eleições húngaras de 12 de abril. O destino do financiamento permanece incerto.
Diplomatas descrevem conversas privadas sobre se Orbán cederá antes ou depois do ato eleitoral. A polémica envolve o gasoduto Druzhba, fonte de tensão entre o governo húngaro e a oposição, liderada por Péter Magyar, nas campanhas em curso.
A Hungria tem sido um bloqueio, com Orbán a defender uma posição firme. Kiev, por sua vez, afirma que o gasoduto foi danificado por drones em 27 de janeiro e que a reparação depende de condições de segurança. A Comissão Europeia tem pressionado por avanços.
Missão de peritos e prazos
A CE pediu a Kiev que autorize uma equipa externa de peritos a inspecionar a secção danificada de Druzhba, numa tentativa de chegar a um acordo antes de 12 de abril. Ainda não há confirmação oficial sobre a autorização da missão.
A abrir uma janela de negociação, Bruxelas indica que Orbán pode aceitar as conclusões da missão, caso ocorram. A Comissão mantém a análise de que o empréstimo deve permanecer como planeado, preservando o que foi acordado em dezembro pelos líderes.
O cenário, segundo fontes da UE, evolui para um possível meio-termo que garanta apoio financeiro a reparações rápidas, sem comprometer o histórico acordo entre os 27. O objetivo central continua a ser manter o financiamento à Ucrânia.
Embora surjam alertas sobre o risco de desfecho prematuro, os diplomatas indicam que a solução passa por Druzhba. A possibilidade de um atalho via tratados da UE é considerada improvável neste estágio, dada a complexidade política.
Um alto funcionário da UE afirma que o bloco mantém o investimento no Plano A, buscando preservar o montante acordado em dezembro e evitar aberturas adicionais que comprometam a coesão.
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